La La Land é mais uma prova que pode-se contar mentiras falando verdades.

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La La Land é mais uma prova que pode-se contar mentiras falando verdades.

De novo, mais uma vez, novamente o Jazz protagonizado por brancos.
Um dos movimentos musicais mais importantes para a discriminação racial nos Estados Unidos, e DE NOVO, os negros em segundo plano.

A prova que você pode falar mentiras contando verdades, é a cena aonde o personagem de Ryan Gosling fala que o Jazz nasceu em uma casa estilo Torre de Babel, aonde as pessoas não conseguiam se comunicar, e assim a música era a linguagem entre eles.
SÉRIO?!!!

Depois de assistir Drive e Só Deus Perdoa, ver  Ryan Gosling fazendo um personagem água com açúcar como esse, chega a doer nesse meu coraçãozinho cinéfilo.

Sobre o romance hetero, branco, tradicional normativo…
Bom, no começo era tanto cu doce dos dois com joguinhos de sedução do tipo  Eu-Finjo-Que-Não-Gosto-De-Você-Mas-Na-Verdade-Eu-Te-Quero-Muito, que achei que no final do filme eu iria ter que correr no médico para pedir exames de diabete.
Não sei vocês, mas eu não tenho mais paciência pra isso não.

La La Land é mais um enredo hetero, branco, tradicional normativo ganhando o Oscar.

Licença Poética Pornográfica

Precisamos falar de Pornô é o título  de um post maravilho de Gabriella Feola, no Papo de Homem.

Li o post e lembrei da minha história com a pornografia.

Eu, mulher-feminista-pansexual-não_monogâmica, consumo pornô desde os meus 19 anos. O meu olhar para com a industria pornográfica foi mudando nesses quase 17 anos.

A primeira vez que tive contato com o abuso de mulheres no pornô foi aos meus 20 anos, ao lado do meu namorado na época. A gente gostava muito de ver pornos juntos e alugávamos uns 2 ou 3 por fim de semana (era época de internet discada e de locadora VHS). Em um desses filmes alugados, teve uma cena de uma mulher que estava chorando enquanto o cara metia com força no cu dela. Só de lembrar agora da cena me dá nervoso. Aquilo foi muito impactante pra mim. Mas eu era muito jovem ainda e não tinha percepção crítica sobre isso. A minha única percepção naquela época era a empática: “não gosto de filme pornô com mulheres sofrendo.”. Era a única coisa que eu sabia.

Com o tempo o meu olhar e direcionamento para com a industria pornográfica foi mudando. Passei anos apenas assistindo e baixando Hentais. Passei a ter um pouco de repulsa por pornos “reais” (coloque bastante aspas nesse reais ae!).
Foi com Hentais que comecei a perceber como a industria de pornografia é muito, mas muito bizarra. Mas hoje sei que essa bizarrice é reflexo do machismo.
Para quem não sabe, Hentai são desenhos pornográficos.
Então, veja você, se a industria pornográfica “real” já é bizarra, em Hentai é o bizarro triplicado com licença poética por ser desenho.
Eu passava horas (horas mesmo) procurando um Hentai que me agradasse.
A industria de Hentai basicamente é pedofilia e incesto. Não. Tô. Zoando.

Hoje vejo bem menos pornô, e quando vejo, busco por cenas amadoras.
Não conhecia o Make Love Not Porn, mas já salvei aqui na barra de favoritos do Chrome. 😍

Esse tema tem que ser muito discutido ainda, mas estamos muito longe de encontrar algum equilíbrio.
Enquanto o machismo existir, o abuso sexual feminino será bukkakoso.

Sobre o Feminismo Radical e a Transfobia

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Eu ando bem assustada e indignada com o radfem e a sua transfobia.

Pelo que estou lendo, para elas, mulher de verdade são só as cromossomáticas XX. Então, vamos tirar Ana Paula Arósio, Kim Novak e Nicole Kidman que são cromossomáticas XY.
Pois é, elas tem a chamada Síndrome de Morris.

E diante disso, a pergunta chave é: o que é ser homem e ser mulher?
Ao meu ver, ser homem e ser mulher é uma construção social.

É muito complicado e muito triste ver uma vertente do feminismo ser desagregadora. Em vez de criar laços e unir forças, querem medir poder.
Triste. Muito triste.

O feminismo perde parte da força porque tem que perder tempo ensinando as radfem, e como as emoções andam a flor da pele, a pedagogia é perdida e isso cria guerras internas. E enquanto isso, o verdadeiro inimigo, o patriarcado, continua mais forte do que nunca, porque parte de nós estão defendendo o patriarcado em formato de radfem.

A força do patriarcado está na naturalização do mesmo, e quando essa naturalização está dentro do movimento feminista, fica muito mais complicado desnaturalizar.

A gente tem que se unir.

Mistura Química de Conexões

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Eu percebo muito medo das pessoas se relacionarem.

Foi ensinado que se relacionar é ficar preso. Acho que é muito por isso também que as pessoas não conseguem assimilar muito bem relacionamento aberto. Sentem que é como se fossem várias prisões ao mesmo tempo.
Mas eu vejo e sinto diferente.

Eu adoro me relacionar e não me sinto presa em nenhum deles, pelo contrario. Eu me sinto conectada a alguém.
Adoro sentir essa conexão passando por mim e voltando ao outro, e misturando toda essa energia e fazendo uma outra coisa.

Vejo relacionamento assim, uma mistura química de conexões.

A Falácia da Insegurança Feminina

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Durante minha vida toda acreditei em uma falácia: ser insegura faz parte da minha personalidade.

Não faz não!
Me fizeram insegura e isso afeta diretamente as minhas relações.

As mulheres são educadas para serem inseguras e os homens para serem seguros. Isso faz parte da naturalização machista. Mulheres são ensinadas que homens são cafajestes por natureza, e os homens são ensinados o mesmo, e assim, tem-se o aval para o serem. Enquanto o homem não pode expor e desenvolver suas emoções, mulheres são motivadas a se expor e desenvolver suas emoções. Enquanto as mulheres são ensinadas a fechar a perna, os homens são ensinados que enquanto não metem seus objetos fálicos em uma cavidade sexual feminina não são homens de verdade.

Perceber isso não me gerou qualquer tipo de alívio, muito pelo contrário. Pela primeira vez, saber que não sou a única não me gerou conforto, e sim medo, muito medo da perpetuação de algo que é maléfico para ambos os sexos.

Mulher, sua natureza não é insegura. Você foi ensinada a acreditar nisso, mas não é verdade!

Desconstrua o que não é seu!!!

Quem Ama De Verdade Se Anula?

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Olha, não precisa se anular ou deixar de fazer coisas por causa de outra pessoa não, tá?!

A gente é ensinado que para se envolver é preciso fazer isso.
Mas não precisa não!

Pelo contrário.

Quando a gente ama alguém, as coisas ficam melhores e não piores.
A gente fica mais criativo.
A gente fica mais animado.
A gente fica mais empolgado.
A gente fica mais educado.

A parte de anulação é um erro social naturalizado. Afirmo até que muito provavelmente é responsabilidade do patriarcado, aonde ele impõe que a mulher tem que ser Amélia, e se o ama de verdade ela tem que se anular. Então, quem ama de verdade se anula.

Só que amor não é isso não!
Tem que desconstruir isso ae!

Amar é positivo e não negativo.

Vamos Falar Sobre Machismo? Vamos Sim!

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Quem me conhece sabe que odeio carnaval. Mas esse ano fiz uma (apenas uma) exceção, e fui para o Bloco Marcha Nerd.
O bloco é muito bom, devo confessar. Me agradou, já que o tema é muito compatível comigo. Me diverti bastante.
Mas, porém, entretanto, todavia… Os nerds podem ser muito legais sim (e são em sua maioria), mas eles também são machistas, na mesma intensidade que são legais (não são todos, deixando claro).

Duas meninas subiram em uma árvore para ver melhor a banda. Até aí normal. Mas na hora delas descerem é que os nerds machistas deram o ar da graça. Umas das meninas estava de saia e ao descer não teve como não aparecer a calcinha, e os nerds começaram a gritar loucamente. Cheguei a escutar “Elas estavam pedindo por isso quando subiram ali.”.
NÃO! NÃO PEDIRAM NÃO!

E sabe como eu sei disso? Pela cara de constrangimento dela.

Sabe vergonha alheia? Então, senti.

A gente não pode se calar não.
Tem que gritar sim!
Tem que fazer textão, sim!
Tem que jogar na cara da sociedade, sim!

Peanuts O Filme

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A ansiedade acabou e se transformou em nostalgia.

Eu fui ver Peanuts com receito de não superar minhas expectativas (que estava bem alta, diga-se de passagem). Mas ele fez muito mais que superar minhas expectativas.

Roteiro foi feito em família. Filho e neto de Charles M. Schulz se uniram para nos presentar com uma gostosíssima história da turma.

Temos dois públicos indo ver o filme. Publico um, que já conhecia Snoopy e toda turma (esse público foi pela nostalgia). Público dois, que não conhecia quase nada de Charlie Brown e sua vizinhança.
Eu faço parte do público um e levei um amigo que faz parte do público dois para assistir comigo. Ele soltou várias gargalhadas durante todo o decorrer da animação, e na conversa pós filme, percebi que essa obra de  Schulz é realmente atemporal. Ele chegou a me contar uma lembrança da sua própria infância pelo qual o filme o remeteu. Isso é a magia de Peanuts.

Para o público um, prepare-se para nostalgiar livremente. Você será remetido ao buraco de minhoca mental, e terá sensações positivamentes incríveis. Vai lembrar como os personagens são hilários e agradáveis. Vai se recordar do motivo que você se identificava com um deles e vai rir disso.

O enredo não tem muito o que falar. Charlie Brown se apaixona pela menina nova da turma e a história gira em torno disso. Mas o enredo de Peanuts sempre foi a simplicidade do cotidiano. Charles M. Schulz fazia filosofia no anfêmero, e era ali que sua genialidade morava.

Peanuts O Filme faz jus a obra de seu autor e nos abraça com força.

1ª Pessoa Do Singular Do Pretérito Futurístico

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Me perco e me encontro na beirada da vida insana.
Me envolvi comigo mesma e me despedi daquilo que não mais me pertencia.
Mas posso a qualquer momento me vestir de mim mesma do passado, como uma fantasia. Ou misturar o que sou hoje com o que já fui, e me reinventar nessa miscelânea de pretéritos futurísticos.
Cabe a mim, e só a mim, decidir o que fica e o que vai.

Dar Limite ≠ Abuso Infantil

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Existe diferença entre dar limite e abuso infantil.

Para saber a diferença não é muito difícil.
Faça a pergunta: Eu estou pensando na educação desse ser humano, ou é puramente emocional?

Se você dá esporro nessa criança porque está cansado, sem paciência e ou irritado, você está abusando dessa criança.

Sem mais.

Coça, coça

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Coça, coça
Traz pão
Coça, coça
Me Beija
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Escuta essa música aqui
Coça, coça
Beija pescoço
Coça, coça
Tesão
Coça, coça
Pau duro
Coça, coça
Boquete
Coça, coça
Me chupa
Coça, coça
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Coça, coça
De quatro
Coça, coça
Papai mamãe
Coça, coça
Sorriso Orgasmático
Coça, coça
Flor de Lotus
Coça, coça
Gemidos Altos
Coça, coça
Gozo
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Me beija
Coça, coça
Traz pão

(Foi um dos poemas mais gostosos de fazer.
Fiz rindo.)

Feio

Na timeline do meu facebook apareceu essa postagem. Notem, foram quase 5 mil curtidas.

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Então, vamos falar do que é feio?

Feio é usar o feminismo como proteção para o preconceito.
Feio é ter recheio moralista tradicional com cobertura de modernismo.
Feio é o julgamento sexista.

Quanto mais vejo postagens feministas libertadoras de preconceitos moralistas, mais vejo postagens machistas puritanas.

Nostalgia Libidinosa

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Eu te olhei, você me olhou. Eu sorri, você sorriu. Eu me apaixonei. Você se apaixonou.
Eu me encostei em você, você deixou. Eu cheguei mais perto de tua boca, você respirou fundo, como se o oxigênio no mundo tivesse acabado.
Nos beijamos.
Nossas línguas dançavam a mesma música e nossas mãos faziam a leitura de nossos corpos em braile.
Eu abri sua bermuda, e seu pau estava ensopado pela luxuria. Eu cai de boca e engoli toda perversão em formato de paudurecência.
Tirei meu short e sentei com muita vontade.
Fui para o banco de trás. De quatro você me chupa, e eu me seguro para não gritar de prazer.
Meteu seu valor bruto em mim, e minha cotação subiu instantaneamente.
Era tanto prazer envolvido, que uma transa só não foi o suficiente.
Dei meu cu para você, não resisti.
Nosso tempo estava acabando, mas nosso tesão só aumentava.
Finalizamos sem querer finalizar.
Terminamos sem querer terminar.
Nos despedimos sem querer despedida.
Eras meu e eu era tua.
Fomos um do outro por tempo limitado.
Hoje… Só nos resta nostalgia.

Tá Foda Pra Todo o Mundo

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Acho que sou a única que não fiquei chocada com a imagem da criança afogada sendo carregada por um policial na Turquia.
Talvez porque eu já sabia que essas coisas estavam acontecendo, mas sem registro fotográfico.

Acredito que ando anestesiada para com essas situações, que mais parecem tiradas de uma mente perturbada do que de fato situações reais. E não apenas reais, mas corriqueiras.

Chegaram a ver a imagem de uma ursa polar raquítica? Aquilo sim me chocou pra caralho. Mas o choque ocorreu porque eu não sabia que estava a esse ponto.

Tá foda. Humanos e todo resto… Tá foda pra todo o mundo.

Tristeza

Estava eu revirando umas gavetas do meu quarto, e reencontrei o meu primeiro caderno de escrita.

Fevereiro de 2000.

Sim, comecei a escrever aos 19 anos (velha). Na verdade, eu já escrevia nas agendas, mas não sei se conta.

Relendo esse caderno, bati de cara com algumas definições de palavras. Felicidade, sorriso, amigos, raiva… Mas a melhor de todas foi a minha definição de tristeza. Segue:

Tristeza: Dor muito forte, aonde você se sente pequeno e sem sentido. Um conjunto de sentimentos ruins, aonde eles se condensam e formam apenas um.

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Essa menina tem futuro, viu! rsrsrs

Todo Let It Go Tem Que Ser Dito

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Descobrir que gostar não é o suficiente para um relacionamento dar certo é algo bem doloroso.
Mas aí vem a pergunta: o que é suficiente?
A forma de se relacionar, talvez.

Mas possivelmente não seja uma coisa só. E fico pensando: será que realmente dá pra teorizar algo tão subjetivo como relacionamento? Será que já chegamos a esse nível de conhecimento?
Eu duvido muito.
Seria como uma criança de 4 anos entender a fórmula de bháskara. Não que ela não tenha inteligência para entender. Ela simplesmente não tem a base de conhecimento suficiente para conseguir assimilar.

Diante disso, fica apenas a dor da falta de argumentos suficiente para gritar um Let It Go. Você sabe a resposta certa, só não faz ideia de como chegou até ela. É como pegar o gabarito de uma prova, aonde tem todas as respostas, mas nenhuma explicação de como chegar até elas.
Agora, fico eu aqui pensando em como gerar argumentos suficiente para convencer meu coração a deixar ir.
E não é deixar ele ir. É deixar eu ir.
Eu até chamei algumas pessoas para me ajudarem a sair do lugar. Mas foi em vão. Eu apenas dava algumas voltas no quarteirão e voltava.
Sempre voltava.
Sempre!

Suponho que estou coração com cansado. Não dá para você correr o tempo todo no limite. Uma hora você tem que parar, pegar fôlego e aí sim, voltar com tudo!
As vezes é preciso dar um passo para trás para depois dar dois para frente.
E nesse impulso a gente grita um Let It Go.

Porque todo Let It Go tem que ser dito.

Chappie – Misturando Iinteligência Artificial e Poesia

10995663_1141996439159865_1214750435596942237_nAcordei no meio da madrugada e não conseguia dormir. Abri o Popcorn Time e pensei: vou começar a ver um filme e cair no sono (como sempre!).
Mas para minha surpresa, eu nem pisquei.

Quando comecei a ver o trailer e percebi que o filme era com Dev Patel, já sabia que o filme ia ser no mínimo muito bom. Tanto que nem finalizei o trailer, era desnecessário.

Um filme sobre inteligência artificial e poesia. Não poderia dar errado.

Mas Neill Blomkamp tem essa mania de misturar esses dois substantivos que em teoria são incompatíveis. Ele já tinha mostrado em Distrito 9 e em Elysium que incompatibilidade é para os fracos.

Fica aí a dica de mais um filme excelente.

A Poesia NÃO é Um Talento

Hoje cedo, enquanto me arrumava para o estágio, deixei rolando a entrevista com Luana Piovani no programa A Máquina com Fabrício Carpinejar.

Quase no final na entrevista, Luana pergunta ao Fabrício como surgiu a poesia na vida dele, como ele descobriu o talento. A resposta dele me fez parar o que eu estava fazendo. Sentei e não apenas concordei com que foi dito, mas senti cada sílaba de cada palavra perfurar meu peito, e chorei.

Até o momento, é a melhor descrição que já ouvi sobre ser poético.  É triste, mas totalmente verídico.

Deixo aqui por escrito a resposta dele, e o vídeo da entrevista, já iniciada no momento que Luana faz a pergunta.

Fabrício: A poesia não é um talento. É uma insuficiência. É uma falta. Pode ser um maldição.

Eu falo que assim que tu ter um relacionamento com a poesia pode ser um problema na hora que tu se separa, porque um vaso não é um vaso, uma vassoura não é uma vassoura.

Tem pessoas funcionais, tem pessoas que objetos são funções, não significados emocionais. Pra mim tudo é significado emocional. Então se tu se separa, por exemplo, tu tem muito mais saudade do que memória. Então o chinelo não é mais um chinelo. O chinelo é o encosto da porta pra não fechar com o vento. Arrumar a cama não é mais arrumar a cama. arrumar a cama é lembrar que os pés delas ficavam sufocados e que tu não pode prender o lençol no colchão. O banco da cozinha preto não é mais o banco da cozinha preto. É um mirante aonde ela ficava próxima da janela pra poder fumar.

Luana: Que coisa linda Fabrício.

Fabrício: É horrível também, porque é muito melhor tu ser funcional, porque funcional tu pode se despedir. Quem é funcional: alegria é rir, tristeza é chorar, sono é bocejar e se separar é não dar certo. E quem não é, quem é poético, rir pode acontecer dentro de um choro, o choro pode acontecer dentro da felicidade, e nunca vai se separar porque tu criou todo um idioma pra uma pessoa.

 

 

 

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