Publicado em Diário, Sentindo e Escrevendo

Devaneios – Parte 4


Morreu. A flor. Cinco dias depois. Mas guardei-a em um plastico. Não quero esquecer da esperança. Por que essa não morreu. Esperança de que vai passar, que vou superar, que a dor vai sumir e voltarei a amar… outro, e deixar-me ser amada. Como mereço, como desejo. E que o amado me seja suficiente, mesmo com seus defeitos. Que seu amor por mim me envolva em um prazer livre. Que eu o ame com prazer. Prazer esse que me saciará, que me fará salivar, tremer e contemplar o simples efeito do amor. E vou lembrar desse meu desejo. Vou guardar o sabor do que não tenho, por que hoje, salivo pelo desejo. Desejar faz parte do amor não correspondido. E se não prestar atenção, confundirá os dois. Saber a diferença é fundamental. E para isso,precisa de tempo e silêncio. Muito silêncio. É no silêncio que escutamos claramente os sentimentos. Quando se tem muito barulho, a interpretação vem deturpada. O registo de cada sentimento vem com alguma falha, algum vazio. E você não consegue juntar as peças. Faça silêncio. Respire profundamente várias vezes… Se permita mergulhar nesses sentimentos. Você só vai saber o que sente realmente, entrando em contato direto com o sentimento. E aceite. Aceite o que sente.

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