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O Retrato de Dorian Gray

Perceberam que esse feriado eu voltei as minhas origens (cinéfila assumida! rs). Pois bem, o filme de hoje foi ‘O Retrato de Dorian Gray’.

Antes de assitir, eu li criticas ruins dele, mas resolvi ver assim mesmo.
Meu motivos foram: O Retrato de Dorian Gray é um romance de Oscar Wilde e Colin Firth faz o papel do Lorde Henry Wotton, o influenciador do lado fútil de Dorian Gray.

Olha, eu gostei. Os efeitos do quadro foram muito bem feitos e as atuações também. Rubens Ewald, na sua crítica do filme falou do interprete de Dorian Gray, Ben Barnes. Disse que ele é desprovido de sensualidade. Desculpe, mas isso eu discordo.
Mas para quem conhece a literatura de Oscar Wilde, o filme realmente deixou um pouco o material filosófico de lado. O livro foi um marco na época, e como toda a escrita de Oscar, ainda é atualíssima. Talvez a crítica tenha razão quando diz que o filme é voltado para adolescentes. Tem um ritmo nesse sentido mesmo. Mas longe de Lua Nova. Não repitam essa blasfêmia! Não é o melhor filme do mundo, mas nem de longe Crepúsculo, ne?!

A frase marcante do filme : Dorian Gray diz para Rebecca Hall – “Eu posso te garantir, prazer é bem diferente de felicidade.


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O Ritual

Olha, vou confessar que estava ansiosa para assistir. Primeiro que é com o Anthony Hopkins, um dos melhores atores para mim. Tudo bem que demorei uns 15 minutos de filme para separar Anthony Hopkins de Hannibal Lecter. Pensava ‘se concentra Ana Paula, é outro filme. Foco!’. Após o tumulto mental para a separação de personagens, eu me entreguei ao filme.

Eu sou muito fã de O Exorcista. Quem me conhece sabe que é meu filme predileto. Mas um dia escrevo um post inteiro sobre ele. O que vem ao caso nesse momento, é que sou muito crítica (na verdade sou muito chata) para os filmes de exorcismo. E posso dizer que pouquíssimos filmes sobre o tema me fizeram tremer. Na lista dos muito bons coloco O Exorcismo de Emily Rose. Não gosto nem de lembrar de algumas cenas. Confesso que assisti uma vez e não faço questão nenhuma de repeteco. Esse realmente me fez ter pesadelos.

Voltando ao Ritual, minha ansiedade para o filme veio com Hannibal Lecter, quer dizer, Anthony Hopkins, já que nunca vi um filme ruim com ele. Principalmente de terror. Antes mesmo do trailer eu já sabia que ia querer ver.

O filme é baseado no livro ‘The Rite’, de Matt Baglio. A história é quase clichê para esse estilo de filme. Mas eu posso realmente dizer que está na lista do meus top 5 do estilo. Extremamente bem feito e contado de forma não muito agressiva. Me deu vários calafrios. Sustos nem tantos. Mas o filme me prendeu o tempo todo, o que nem Emily Rose conseguiu o tempo todo. Emily Rose tem cenas chocantes, e não o filme inteiro. No ‘Ritual’ você fica com a atenção presa o tempo inteiro.

Érico Borgo fez uma crítica muito boa no Omelete, dizendo que sem exageros, o filme conseguiu fazer com que parecesse real.

Não esquecendo de dizer que a brasileira Alice Braga também está no filme.

Fica então a dica:

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Coca-Cola e as 125 Razões para Acreditar em um Mundo Melhor

Diante de todo esse caos mundial, o mundo anda cansado. Eu reparei isso faz um tempo. A desmotivação esta realmente muito grande. Muitas coisas ruins acontecendo em pequenos espaços de tempo. O inferno astral do planeta.

E os publicitários da Coca-Cola perceberam isso, e fizeram a campanha ‘125 Razões para Acreditar em um Mundo Melhor’, que para mim é a melhor de todas! Porque 125? Por que esse ano é seu aniversário de apenas 125 aninhos. O livro das 125 Razões já esta disponível para download no site dela: http://www.cocacola.com.br/

Aqui vai uma palinha das 125 Razções:

Eu estou convencida!

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Curiosidades sobre a Páscoa

Eu, muito curiosa, sempre quis saber porque coelhos e ovos de chocolate são os símbolos dessa data. Além de ter matado minha curiosidade, eu encontrei em texto muito bom de Rainer Sousa, um Historiador. Primeiro, vamos a história e aos símbolos:

As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. Passagem de Cristo – “deste mundo para o Pai”, da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. Sua mais conhecida conotação religiosa se vincula aos três dias que marcam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
Considerada, essencialmente, a Festa da Libertação, a Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vinda logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).
Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.
Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de São João Baptista, no Evangelho de São João: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29) e uma constatação de São Paulo “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.” (1Co 5:7). Na missa, os católicos repetem a frase de João Baptista.
Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.
A sequência da liturgia para todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, exceto os domingos do Advento, que são sempre quatro domingos antes do Natal, não importando se cai no domingo ou em outro dia da semana.
Como, segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de os Cristãos se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (sabbath). Esta tradição foi modificada posteriormente por algumas igrejas protestantes que retornaram ao costume judeu de guardar o sábado.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.
Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.
Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveriam imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores.
Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

Origem dos Símbolos da Páscoa

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.
Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa.
Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

O Ovo de Páscoa

A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento.

O Coelhinho da Páscoa

Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

A Cruz da Ressurreição

Traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição.

O Cordeiro

Simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de todo o rebanho.

O Pão e o Vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos, para celebrar a vida eterna.

O Círio

É a grande vela que se acende na Aleluia. Quer dizer: “Cristo, a luz dos povos”. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”.

Agora sim, o texto de Rainer Sousa:

Curiosidades e contradições sobre a Páscoa

Em uma perspectiva histórica da formação das crenças cristãs, alguns estudiosos apontam que o cristianismo, ao florescer em sociedades marcadas pelo politeísmo e por várias narrativas míticas, acabou incorporando a idéia de imortalidade presente em outras manifestações religiosas. De acordo com os pesquisadores M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, a morte trágica seguida do processo de ressurreição vinculada a Jesus em muito se assemelha às histórias de outros deuses como Osíris, Attis e Adônis.

Estudos mais recentes apontam que essa associação entre a páscoa cristã e outras narrativas mitológicas está equivocada. A própria concepção de mundo e as funções pelas quais o processo de morte e ressurreição assumem nas crenças orientais e greco-romanas não podem ser vistas da mesma maneira que na construção do ideário cristão. O estudioso A. D. Nock aponta para o fato de que no cristianismo a crença na veracidade da história bíblica é uma chave fundamental de seu pensamento ausente na maioria das religiões que coexistiram na Antigüidade.

Interpretações mais vinculadas à própria cultura judaica e à narrativa Bíblica apontam a Páscoa como uma nova resignificação da festividade de libertação dos hebreus do cativeiro egípcio. Nessa visão, a libertação do cativeiro, enquanto um episódio de redenção do povo hebreu, se equipararia à renovação do Cristo que concedeu uma nova esperança aos cristãos. Apesar de a narrativa bíblica afirmar que o episódio da ressurreição foi próximo à festa judaica, a definição do dia da Páscoa causou uma contenda junto aos representantes da Igreja.

No ano de 325, durante o Concílio de Nicéia houve a primeira tentativa de se estabelecer uma data que desse fim às contendas com respeito ao dia da Páscoa. Mesmo tentando resolver a questão, só no século XVI – com a adoção do calendário gregoriano – as dificuldades de se precisar a data da páscoa foram amenizadas. A data ficou estipulada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia do Equinócio da Primavera, entre os dias 21 de março e 25 de abril.

Mesmo sendo alvo de tantas explicações e contendas, a Páscoa marca um período de renovação entre os cristãos onde a morte de Jesus deve ser lembrada com resignação e alegria. Ao mesmo tempo, trás ao cristãos a renovação de todo um conjunto de valores fundamentais à sua prática religiosa.

Esse feriado (e não a páscoa em si) será o meu momento de renovação energética. Como disse Lilia Pandolfi: “…quando decidimos tomar as rédeas de nosso destino e aproveitar melhor o tempo à frente, não importa quanto seja, sabemos que uma tarefa está à nossa espera. Que serão muitos os instantes de insegurança, dúvida, desânimo. E todos eles podem ser superados pela nossa firme determinação de prosseguir.

E se não consigo… tento de novo!

Feliz Páscoa!

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Uma conversa

– Ele é muito inteligente.

– Você realmente acha ele muito inteligente?!

– Acho. Eu que sou burra, imbecil, babaca, mongol…

– Ta, agora para e pensa… Você realmente se acha menos inteligente que ele?

(longa pausa)

– Não. Eu sou mega mais inteligente que ele.

– Ainda bem que você sabe.

(eu sei!)

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Olho de Hórus

Estava eu ontem, voltando para casa, quando algo me atrai para uma loja pequena, escondida, na rua Dois de Dezembro. Entrei e falei ao vendedor ‘Alguma coisa me puxou para cá. Quero descobrir o que!’. Ele sorriu e eu rodei a loja procurando o motivo que me levou a entrar ali. Procurei, procurei, procurei… E achei um amuleto em formato de olho. Fui ler o que era:

“Olho de Hórus
(Orientação)

Deus solar do antigo Egito. Símbolo sagrado encontrado nas pinturas egípicias. O olho Udja era e é considerado o VENCEDOR DAS TREVAS e ORIENTADOR.”

Terminei de ler isso e falei ao vendedor: ‘Acabei de achar o motivo.’

Comprei, obvio!

Fui pesquisar mais sobre o olho, e fiquei pasma com a beleza da história do símbolo:

“Significado Geral: Proteção, Ampliação da Visão, Restauração e Força.

Etimologia: -x-

Descrição: É um olho humano com detalhes em linhas no formato egípcio.

Tempo e Espaço: Tal símbolo foi largamente utilizado no antigo EGITO , tendo sua idade perdida no tempo. De acordo com a mitologia egípcia esse símbolo foi usado pelo Deus Solar Hórus para substituir o olho esquerdo que ele havia perdido numa lua contra seu tio, o Deus Seth. O ‘Udyat’ (nome em árabe) era utilizado pelos faraós tanto em seus objetos pessoais como desenhado no contorno dos olhos para que recebessem o poder deste símbolo.

Alquimia e Ocultismo: É muito utilizado por ordens Maçônicas e R+C’s, e por vários grupos de cunho hermético, Gnóstico e esotérico. O Simbolismo está diretamente ligado ao poder do “olho que tudo vê”, da capacidade de enxergar além das máscaras e dessa forma ganhar grande proteção. É também um símbolo relacionado à vitória contra os traiçoeiros.

Tradições (neo)Pagãs: Tem como função primordial favorecer a ‘evolução’ do terceiro olho, sendo utilizado em amuletos, livros e objetos ritualísticos como símbolo de proteção, de elevação da sensibilidade energética e acima de tudo como um emblema daqueles que possuem dons relacionados a Visão.

Na WICCA é muito usado pelos grupos que seguem o panteão egípcio, e entre os outros também possui uma incidência significativa. É usado como AMULETO protetor e como um recarregador de forças, dando poder, maior visão e restauração/cura ao seu usuário.

Comparativos: Não é utilizado por nenhuma religião monoteísta conhecida, mas normalmente é citado por cristãos como um símbolo demoníaco por ser relacionado a um Deus pagão.

Curiosidades: Existem dois tipos de olhos de hórus, o esquerdo e o direito, o primeiro (esquerdo) simboliza a lua, o feminino e a capacidade de enxergar o desconhecido, sombrio e ESPIRITUAL . Já o segundo (o direito), simboliza o sol, masculino e a capacidade de enxergar além do conhecido comum, ver detalhes com clareza, enxergar o físico e mental tal como ele é.”

Fonte: http://tinyurl.com/3pb3vbm

Tem um documentário sobre a história do Egito Antigo chamado ‘O Olho de Hórus’. É longo, mas vale muito a pena. No youtube tem o documentário inteiro.

Para download: http://tinyurl.com/3cyuae4

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Santo Onofre

Quem me conhece sabe que falo direto: ‘Pelo amor de Santo Onofre!’. Mas quem foi Santo Onofre? Eis aqui sua história:

“… apesar dos poucos documentos existentes sobre Santo Onofre, a sua história é bastante comovente, porque este foi um santo que procurou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus. Quem trouxe aos cristãos a história desse santo eremita, que viveu no Egito nos séculos 4º e 5º, foi um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, no Egito, Pafúncio empreendeu uma peregrinação para saber se também ele tinha vocação para aquele estilo de vida. Caminhou pelo deserto durante dezesseis dias e, no décimo sétimo, “estremeceu diante de um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos, tal qual um animal, e usando uma tanga de folhas”. Pafúncio ficou assuntado com aquele homem tão estranho. Este, porém lhe disse que não temesse. Pafúncio se aproximou e começaram a conversar. Aquela figura estranha disse a Pafúncio que se chamava Onofre e que, depois de uns tempos num convento, sentiu-se chamado a viver solitário no deserto e ali estava havia 70 anos. Falou da fome e sede que sentia e que se alimentava dos frutos de uma tamareira perto da gruta onde residia. Pafúncio foi com o santo até à gruta. Conversaram o dia inteiro até que apareceram milagrosamente e de repente pão e água para eles comerem. Na manhã seguinte, Santo Onofre entrou em agonia e disse a Pafúncio que Deus o enviara ali para sepultá-lo. Pafúncio lhe disse que continuaria vivendo ali e o santo lhe disse que Deus não queria isso. Queria que ele voltasse para o convento. Santo Onofre morreu e Pafúncio o sepultou na gruta e logo depois a gruta desabou. Pafúncio voltou para casa entendendo que a vontade de Deus era mesmo que ele vivesse num convento e não no deserto. O nosso povo fez de Santo Onofre o padroeiro da boa sorte no jogo e da fartura e também na luta contra o vício do álcool…”

Fonte: http://tinyurl.com/3vzasj5

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O Semeador de Estrelas

Recebi um email que me emocionou…

O Semeador de Estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia:

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Mas é de noite que a magia acontece:

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Na verdade, o estátua chama-se apenas O Semeador, que retrata um fazendeiro. Mas Morfaium artista de rua, não se conteve. As estrelas são grafite.

Achei um vídeo no youtube, de um protesto da lei/arte.

Leia a descrição do vídeo, vale a pena.

Morfai é genial. A frase no blog dele sobre essa estátua foi: “When I was making stars for the seeder, I was thinking about how to make that they be more related with shadow, more similar. That’s why my stars has been black like shadow. But how I see now – stars in colors look interesting too, like cartoon. Big hug for the fans of my work!”

Isso chama-se sensibilidade. Algo além do que a visão pode mostrar. Já disse Antoine De Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos.”

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Mulheres Agridoces

Agridoce é um tempero ácido e doce, muito usado em cozinha Chinesa.

Mulheres ácidas, aquelas desprovidas de  vergonha, desprovidas de falta de senso de humor, desprovidas de orgulho, desprovidas de senso comum, desprovidas de falta de atitude. Mulheres atípicas. Mulheres assustadoras e amargas para muitos.

Se não houvesse o doce nessa história, seriam mulheres insuportaveis a qualquer paladar. Mas o doce entra nessa história para dar um equilíbrio, para descer gostoso, para que essas mulheres possam ser engolidas com facilidade (ou menos acidez).

Muitas delas são confundidas com lésbicas. O que de fato, muitas delas são. Mas não todas. Acredito que um percentual de 60% são. E infelizmente, desses 60%, 20% não são de fato lésbicas. São mulheres, garotas, meninas que não se enquadram em um padrão e confundem as coisas. Pena que muitas delas descobrem isso muito lá na frente, ou nunca descobrem. O que mais fazem as pessoas (e elas mesmas) acreditarem que são lésbicas, é o ‘lado masculino’ maior do que o ‘normal’.

Atitude é coisa de homem (é o que dizem). Como diz a música  ‘Amélia que era mulher de verdade’. Era, é?! Para mim, Amélia era falsa, passiva. Aposto que se masturbava quando o marido ia trabalhar. E duvido que pensava nele quando gozava. Amélia é um tipo de mulher sem personalidade própria, já vem com manual de instruções e tudo. Todo homem lida bem com uma Amélia. Claro! Ela faz tudo que ele quer sem nenhuma interrogação. Aceita tudo. Assim é mole. Difícil é lidar com ‘não quero’ ou ‘não vou’. Difícil é lidar com alguem do seu nível intelectual, ou até maior. Mulheres agridoces são mais inteligentes. Tem a mente inquieta. E o corpo fala. Mente sã, corpo são. Seu mental transcende o corpo e fica insuportável não colocar para fora.

Essas mulheres tem sensibilidade aflorada. Sentem mais, sofrem mais, gostam mais, choram mais, amam mais… São intensas em TUDO!

Mulheres agridoces são como as rosas. Tem espinhos, mas eles estão ali por pura proteção da sua fragilidade.

E me desculpem as Amélias, mulheres agridoces são insuperavelmente lindas!