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Dica para o Réveillon

Comecei 2011 triste, desanimada… Termino 2011 feliz e animada. Amadureci muito nesse último ano. Eu já estava num processo ‘hardcore’ de amadurecimento fazia um tempo. No último mês dei um salto em relação a isso. Estou orgulhosa de mim e muito, mas muito animada para 2012.

Agradeço as pessoas que acreditaram em mim, mesmo quando nem eu mesma acreditava.

Dica para o Réveillon:

Nunca deixe que ninguém lhe diga que não pode fazer algo…
Se tem um sonho, deve protege-lo.

As pessoas não conseguem fazer isso, e dizem que você também não vai conseguir.

Se você quer alguma coisa, corra atras.
Ponto.

(Filme ‘À Procura da Felicidade’)

 

Música da Vez:
(pela milésima vez! Mas ainda não achei uma tão compatível para com meu momento)

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Você não é, Você Está

Quem nunca viveu uma situação dessa, que atire a primeira pedra.

Insegurança, medo da solidão e principalmente falta de amor próprio. Mas amar a si mesmo é extremamente difícil. Requer uma autoavaliação minuciosa e aceitação dos defeitos.
Eu vou repetir: Aceitação dos defeitos.
Lembrando que  aceitar não é acreditar que aquilo aceito esta bom. Não! Aceitar é a primeira fase de uma modificação daquilo que não esta bom.
Como você vai mudar algo que acredita já estar 100% bom? Impossível.

Mas nunca confunda dois verbos importantíssimos: Ser e estar. Lembre-se sempre disso: Você não é, você está.

Queremos tanto ser bons, perfeitos, que a mente gera um bloqueio para o defeito. Não entrar em contato com ele (o defeito)  faz termos a sensação que não estamos tão ruins. É ai que gera-se o bloqueio mental para com o nosso maior pesadelo: nossos defetos.
Mas aceitar os defeitos não é acreditarmos que somos ruins. Aceitar nossos defeitos é tomar como ponto de partida a melhoria daquele adjetivo que nos faz termos vidas que não gostaríamos de ter, de tomar atitudes que nos arrependemos depois, de estar sempre atirando no próprio pé. E aquela sensação horrível de que poderíamos ter feito melhor, ter feito diferente, mas não fazemos.
A repetição do erro nada mais é do que a confirmação de que não aceitamos nossos defeitos, e paramos no tempo. Como se nada andasse para frente. E isso acontece porque ficamos dando ‘repeat’ em nossas atitudes. Só muda o cenário e os atores, mas o filme é o mesmo.

E eu vou repetir o que já disse antes em outros posts: “O tempo não muda nada. Continuar fazendo o que sempre se faz, esperando apenas que com o tempo as coisas mudem é ilusão. Fazer diferente é que muda as coisas. “

 

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Fica a dica – 15

Nunca deixe que ninguém lhe diga que não pode fazer algo…
Se tem um sonho, deve protege-lo.

As pessoas não conseguem fazer isso, e dizem que você também não vai conseguir.

Se você quer alguma coisa, corra atras.
Ponto.

(Filme ‘À Procura da Felicidade’)

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Papai Noel existe

“Se a gente não tiver fé que as coisas boas vão acontecer, elas não acontecem.”

– Moço, dá um trocado.

– Dou se você me contar no que vai gastar.

– É pra comprar comida pro meu irmão pequeno.

– É nada, não mente que é pecado. Quem mente vai pro inferno.

– Vai nada.

– Vai sim. E também não ganha presente do Papai Noel…

– Papai Noel não existe…

– Claro que existe.

– Então porque ele nunca me dá o que eu peço?

– Talvez porque você tenha mentido muito…

– Mas foi só umas mentirinhas que eu disse, moço!

– Mentira não tem tamanho, mentira é mentira, oras… O que é uma mentirinha pra você?

– Dizer que o dinheiro é pra comprar comida pro meu irmão…

– Ó, tá vendo, não disse que era mentira.

– Mentirinha…

– O que você ia fazer com o dinheiro?

– Juntar pra comprar um brinquedo pra mim…

– Mas e seu irmão?

– Eu não tenho irmão. Quer dizer, tinha mas sumiu…

– Tem pai e mãe?

– Pai eu não sei, mas a minha mãe tá lá na cracolândia, ela é nóia, sabe?

– Não sei não, o que é isso?

– Ela fuma crack e fica doidona, com o olho virado e falando coisa esquisita. Nóia.

– Ela te bate?

– Não, eu fujo e ela não me alcança. Ela quer o meu dinheiro.

– Pra comprar crack?

– É. Mas eu não dou, vou comprar aquele carrinho de bombeiro com a luz que fica piscando e que bate e vira, sabe qual é?

– Sei não. Quanto custa?

– Vinte real ali no camelô.

– E você já tem quanto?

– Dez…

– Até o Natal você consegue juntar o resto…

– Tá difícil, moço, porque eu também tenho que dar um dinheiro pra minha vó e tenho que comprar refrigerante e doce pra matar a fome quando não pinta comida na rua.

– Mas se você não mentir mais, quem sabe o Papai Noel te ajuda a juntar a grana.

– Ajuda nada, nunca ajudou.

– Não?

– Eu sempre pedia presente pra ele e nunca ganhei. Já pedi casa, bicicleta, tênis novo… Desisti.

– Desiste não, vai. Se a gente não tiver fé que as coisas boas vão acontecer, elas não acontecem.

– Quem vive na rua não acredita nisso, moço…

– Se eu te der uma grana você muda de ideia?

– Quanto?

– Um real…

– Ah, com um real não dá pra acreditar mesmo em Papai Noel, né?

– E se eu te der os dez reais que estão faltando?

– Ah, aí eu acredito, acredito, acredito!

– Acredita nada…

– Acredito sim, moço, dá aí, vai! Olha só, vou gritar para todo mundo ouvir: Papai Noel existe, Papai Noel existe, Papai Noel existe!

– Para de gritar feito louco, senão vão achar que você é nóia!

– Já parei, moço, já parei. Agora me dá?

– Tá bom, toma aí os dez reais.

– Oba!

– Agora você vai lá comprar o carrinho?

– Huumm, moço, o senhor disse que eu não posso mentir, certo?

– Certo.

– Então eu vou falar: vou levar estes dez real pra minha vó.

– Mas e o brinquedo?!

– Ué, agora que o Papai Noel existe de novo ele vai me ajudar, e até o Natal eu consigo o dinheiro que falta para comprar o carrinho, né?

– Tomara, garoto, tomara…

Luiz Caversan é jornalista e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos “Cotidiano”, “Ilustrada” e “Dinheiro”, entre outros. Escreve aos sábados para a Folha.com.

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As crianças e a morte

Eu por experiência própria posso afirmar que  não importa o quanto é difícil para o adulto contar a uma criança sobre a morte, mas CONTE! Falar sobre é muito complicado, independente da idade. Com a criança a complicação é elevada a 4ª potencia, já que o adulto acredita que a criança não entenderá. Mas, CONTE mesmo assim!

Eu perdi minha mãe nos meus 5 anos de idade. Ninguém parou para conversar comigo sobre isso. Para mim, ela simplesmente tinha sumido. Na missa de 7º dia da morte dela, eu estava na igreja, mas sem saber o porque estava lá. Minha prima, uns 2 anos mais velha que eu, chegou do meu lado e falou: ‘Sabe porque estamos aqui? Porque sua mãe morreu.’ Não a culpo de forma alguma. Quando ela falou aquilo, eu senti uma pontada no peito, mas não fazia a mínima ideia do porque. Eu não entendia o significado da morte ainda. Ninguém parou para me explicar.
Só fui entender anos mais tarde, e sozinha. Tive que inventar uma explicação durante anos para o sumiço dela. Hoje, arco com as conseguencias do ato de ninguém conversar comigo sobre. Tenho traumas que estão sendo  devidamente trabalhados no Divã.

Eu hoje, consigo falar e escrever sobre isso, exatamente por estar no Divã periodicamente.

No site da revista Pais e Filhos, saiu uma matéria sobre ‘As crianças e a morte’. Compartilhando…

As crianças e a morte

Saiba como falar sobre o assunto com o seu pequeno

Tradução e adaptação por Marianna Perri, filha de Rita e José

A morte de uma pessoa próxima nunca é fácil, ainda mais na hora de explicar para as crianças o que isto significa. Mesmo que seja difícil lidar com o assunto, é importante ser claro com os pequenos e evitar possíveis confusões para o seu filho.

As perguntas “como ele morreu” ou “por que ele morreu” são inevitáveis, por isso esteja preparado para enfrentar o luto e ensinar o seu filho a lidar com estas emoções. Por volta dos 5 anos, as crianças já conseguem entender o que é a morte e que a pessoa não voltará. Antes disso, é comum que os pequenos associem a morte a um mundo mágico: eles podem entender que a pessoa está apenas dormindo e que voltará a qualquer momento, explicou o psicólogo Leighko Yap ao site Babble.

Por que os adultos não choram?

Mesmo que o pequeno saiba que a pessoa não estará mais presente, ele ainda pode não saber como lidar com esta emoção. No lugar de lágrimas e luto, a criança pode ter problemas para dormir ou se alimentar, começar a ir mal na escola ou se tornar mais agressiva com os colegas.

Para ajudá-los, seja honesto com seus próprios sentimentos e não queria poupar a criança de algo que pode ser difícil de lidar. Segundo a psicóloga Kristen Carey, a perda e o luto são como qualquer outra experiência para uma criança: eles não sabem o que fazer. Por isso, é importante que você reforce que todos ficarão bem e explique é normal se sentir triste.

Medo de morrer

Com a proximidade da morte, os pequenos também podem ficar inseguros com a possibilidade dos pais, amigos, e até eles mesmos morrerem, já que esta é uma fase natural do luto.

Se seu filho perguntar se você vai morrer, diga que não, e que você espera viver ainda por muito, muito tempo. Explique que as pessoas morrem porque são idosas ou porque estavam doentes. Mostre para as crianças que você estará lá para ela e que fará o melhor possível para mantê-la saudável, segura e feliz, explica Dina Hankin, especialista em tratar crianças com câncer.

Velório

Afinal, levar ou não o pequeno ao velório? É você quem deve prestar atenção em alguns fatores antes de responder. Leve em consideração o grau de parentesco com a pessoa que faleceu e lembre-se que um adulto deverá acompanhar o pequeno durante o velório.

Evite deixar que a criança veja a pessoa no caixão. Isto poderá confundir ainda mais a cabeça do pequeno, fazendo com que ele pense que o ente querido está apenas dormindo, além de poder causar um trauma desnecessário.

Se não levar a criança no velório ou no enterro, deixe-a saber que aquilo está acontecendo. Faça uma homenagem ao familiar ou amigo em casa, escrevendo uma carta, contando histórias sobre a pessoa ou até desenhando algo para ele.