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Música da Vez – 12

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar

(Pitty – Na Sua Estante)

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24 Horas é Pouco

O planeta Terra com seus 12742 km de diâmetro, consegue fazer o movimento de rotação sobre si mesma em 24 horas. E ainda tem pessoas que reclamam que 24 horas é pouco.
A verdade é que algumas pessoas são medrosas. Mas o maior do medo não esta nas ruas violentas da cidade. O pavor é para com elas mesmas. E para não se deparar com o “monstro” interno, elas correm. Correm de um lado para o outro como baratas assustadas com o chinelo assassino. Fazem coisas, completam cada segundo do dia com afazeres. Inventam trabalho, inventam estudos, inventam vida social.

Não pode haver o vazio. Não pode haver o nada. O buraco sempre tem que estar preenchido. Se parar, o “monstro” aparece. Ele grita. Estar frente a frente a elas mesmas é muito assustador. Mais que qualquer arma apontada na cabeça.

Não sentem mais vontade de cozinhar só para um. O que importa é a aprovação do outro, o “Hmm, esta delicioso!” ouvido de uma voz externa vale mais do que a própria sensação de prazer em saborear aquela garfada.

Enquanto houver medo de si mesmas, continuarão reclamando que o dia tinha que ter mais de 24 horas. Enquanto isso a Terra com seus pequenos 12742 km continua a rodar, a rodar, a rodar…

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Conversando Comigo Mesma

– Acha que tomou a decisão errada?
– Não.
– E porque esta triste?
– Porque eu queria não precisar tomar essa decisão.
– Acha que ele esta triste?
– Importa?
– Não sei. Importa?
– Acho que não. A decisão foi muito mais por mim do que por ele.
– Será que você não esta fugindo?
– Lógico que estou. Mas não dele. De mim.
– Acha que ele queria só sexo?
– De novo, importa?
– Importa.
– Não, não importa.
– Importa.
– Eu queria não pensar nisso.
– Deveria.
– Essa coisa de achismos nunca dá em nada. Só acaba complicando mais as coisas. Você se baseia em fatos passados quando na verdade deveria se concentrar no presente, na pessoa que esta ali na sua frente, e não em alguém que já passou.
– Porque acha que aquele que passou aparece na sua cabeça só na hora dos seus medos?
– Eu disse isso?
– Não, você vive isso.
– Eu quero apagar ele da minha mente.
– E vai usar as pessoas como borracha?
– Não pensei nisso.
– Pensou. Mas usou uma outra metáfora.
– Eu estou muito confusa.
– Eu sei.
– Eu preciso fechar o capitulo para começar outro.

– Esta chorando por quê?
– Expulsando sentimentos. Uma tentativa de fazer com que sentimentos que me fazem mal escorram pelas lágrimas.
– Consegue?
– Sentimentos não. Emoções sim.

– Quero voltar a dormir. São 5 e meia da manhã.
– Acha que vai conseguir?
– Não. Mas quero tentar.
– Vai ficar bem?
– Vou. Vou seguir um conselho muito bom que recebi.
– Qual?
– Na dúvida, não ultrapasse. Respeite a sinalização.
– E o que a sua sinalização esta dizendo?
– Para parar, me acalmar, respirar fundo e ficar sozinha.
– Se protegendo de quem?
– De mim mesma!

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Vou tomar banho

Vou tomar banho e deixar a água quente bater no meu peito… Quem sabe assim meu coração esquenta.

Vou tomar banho e exagerar no sabão… Quem sabe assim limpo essa carência que encobre todo meu corpo.

Vou tomar banho e levar a cabeça por no mínimo duas vezes. A primeira é para limpar os cabelos, a segunda em diante é para limpar os pensamentos indesejáveis.

Vou tomar banho e passar muito óleo no peito… Quem sabe essa angustia não fica mais macia.

Vou tomar banho e no final vou sentar no chão do box e chorar até cansar… Quem sabe assim o meu banho não lave apenas o corpo, mas também alma…

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Te vejo, te quero!

– Oi, posso me sentar aqui do seu lado?
– Pode. (sorrindo sem graça)
– Sabe, eu vou ser sincera. Eu estou de olho em você já faz um tempo.  Te vejo na rua, te vejo nos sites de relacionamento, te vejo no seu blog, te vejo no trabalho e te vejo na faculdade. Eu estou muito afim de passar um bom tempo com você.
– Mas eu nunca te vi.
– É que sou ótima em me esconder. Me escondo em problemas, em angustias, em ansiedades, me escondo até nos  problemas afetivos.
– E porque eu ficaria com você?
– Porque eu tenho respostas rápidas para as questões que te afligem.
– E são respostas verdadeiras?
– Nem sempre. Mas eu farei você acreditar em mim, porque é uma escolha fácil.
– Não sei. Qual é o seu nome?
– Ah! Olha que horror, que falta de educação a minha. Prazer, me chamo Culpa!

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Trabalho Suado

 

Trabalho não nos tem que fazer suar. O suor é uma reação do corpo, é uma tentativa de esfriamento corporal para não causar danos.
Trabalho tem que ser prazeroso, o contrário vira esse drama e essa sensação ruim que se tem, aonde o foco não é o que se faz, mas o que se ganha.

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Aventura Oceânica Interna

Percebo com o passar dos dias, que tomei a decisão certa quando escolhi um tempo para o isolamento. Foi quando resolvi me aventurar nos meus mares interiores. E fui sem bússola.

Quanto mais eu navego no meu oceano, mais eu me conheço e mais me aprofundo na minha geografia interna.

E de maneira alguma quero alguem nesse barco comigo. Essa aventura é só minha. Temos que estar afastados um do outro o suficiente para nos vermos de um outro ângulo.  Assim, podemos nos avisar de correntezas e tempestades ao longe.

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Me enganar é tão fácil quanto tirar doce de criança

Acabei de ler uma frase de que teoricamente é da Tati Bernardi. Falo teoricamente porque não achei no Blog dela e o que mais existe na internet são frases falsamentes ‘autoradas’.

Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar.

E ao ler isso, a criatividade dominou meu pensamento.

Sempre foi muito fácil me enganar. Não porque não vejo maldades ou porque não desconfio. Eu desconfio! Cada dia e a cada experiência negativa, a desconfiança que era um filhotinho foto e agradável, esta se transformando em um cão grande e bravo.
Quando se envolve mentiras, aí sim, a responsabilidade passa a ser do mentiroso, e não minha. Isso eu nunca questionei. Eu não posso me culpar por acreditar nas suas mentiras. Errado é você que mente, não eu que acreditei.
Eu sou fácil de enganar pelo simples fato que sempre gero uma credibilidade no outro. Sempre acredito que a pessoa pode vir a mudar e melhorar. É ruim isso? Sinceramente? Em partes é. Quando gero essa credibilidade no outro, eu crio expectativas que são exclusivamente minhas. O outro não pode ser culpado por isso. Mas por mentir sim. Responsabilidade do outro e não minha.

Adjetivo muito usado por outros para me descrever: ingênua.

Eu leio ou escuto essa palavra e automaticamente me vem criança na cabeça. E é ai que mais me encaixo. Sabe a ingenuidade infantil? É nessa que mais me identifico. Me enganar é tão fácil quanto tirar doce de criança.

Mas eu não sou mais criança, e por mais que eu tenha a síndrome do Peter Pan, sinto que essa minha ingenuidade infantil aos poucos anda desaparecendo, se transformando no tal cão grande e bravo. Mas mesmo assim, eu ainda acredito que esse cão enorme e com cara de bravo, pode vir a ser sensível e dócil por dentro. Expectativas…

Luto todos os dias para a minha criança interior sempre consiga ver o cão sensível.

E sim, ainda o vejo… Por enquanto…