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Me enganar é tão fácil quanto tirar doce de criança

Acabei de ler uma frase de que teoricamente é da Tati Bernardi. Falo teoricamente porque não achei no Blog dela e o que mais existe na internet são frases falsamentes ‘autoradas’.

Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar.

E ao ler isso, a criatividade dominou meu pensamento.

Sempre foi muito fácil me enganar. Não porque não vejo maldades ou porque não desconfio. Eu desconfio! Cada dia e a cada experiência negativa, a desconfiança que era um filhotinho foto e agradável, esta se transformando em um cão grande e bravo.
Quando se envolve mentiras, aí sim, a responsabilidade passa a ser do mentiroso, e não minha. Isso eu nunca questionei. Eu não posso me culpar por acreditar nas suas mentiras. Errado é você que mente, não eu que acreditei.
Eu sou fácil de enganar pelo simples fato que sempre gero uma credibilidade no outro. Sempre acredito que a pessoa pode vir a mudar e melhorar. É ruim isso? Sinceramente? Em partes é. Quando gero essa credibilidade no outro, eu crio expectativas que são exclusivamente minhas. O outro não pode ser culpado por isso. Mas por mentir sim. Responsabilidade do outro e não minha.

Adjetivo muito usado por outros para me descrever: ingênua.

Eu leio ou escuto essa palavra e automaticamente me vem criança na cabeça. E é ai que mais me encaixo. Sabe a ingenuidade infantil? É nessa que mais me identifico. Me enganar é tão fácil quanto tirar doce de criança.

Mas eu não sou mais criança, e por mais que eu tenha a síndrome do Peter Pan, sinto que essa minha ingenuidade infantil aos poucos anda desaparecendo, se transformando no tal cão grande e bravo. Mas mesmo assim, eu ainda acredito que esse cão enorme e com cara de bravo, pode vir a ser sensível e dócil por dentro. Expectativas…

Luto todos os dias para a minha criança interior sempre consiga ver o cão sensível.

E sim, ainda o vejo… Por enquanto…