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Recompensa do dia: Poesia

Eu hoje, no ônibus indo para a faculdade, lendo “A Metamorfose dos Gostos” de Pierre Bourdieu, minha leitura é parada no meio do caminho por dois jovens. Um com violão e outro com um saco de pão na mão e de saia. Os dois de havaianas no pé, começam a recitar poemas intercalados com música no violão.

Depois de um dia extremamente exaustivo, sou recompensada com poesia.

E deixo aqui, umas das poesias recitadas:

Casar ou não casar, esta é a questão,
é assim aqui ou no Cazaquistão,
que eu chamaria de Casarquistão,
ou, se você quiser, Quiserquistão.
O que está fora de questão, é amar-te,
mesmo que seja em Vênus ou em Marte,
mas, se eu pudesse escolher, acredite,
escolheria o reino de Afrodite,
não que lá em Marte fosse amar-te menos,
mas eu preferiria amar-te em Vênus.

– Geraldo Carneiro –

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Pronto, falei! – 11

Eu quero falar. E não me importo se você vai ler isso e fingir que não é com você, ou se você vai ler e refletir sobre. O mais importante aqui é não deixar que o eco do silêncio se espalhe mais ainda.

Em duas semanas, duas notícias deram o ar da graça. Muita gente falando, muita gente se fazendo de técnico da seleção.

As  notícias são a do caso dos índios Guarani-Kaiowá e  da Ong que recebe 28mil (que com certeza é muito mais, mas a mídia desconta do que recebe) por viciado em crack.

Mas eu não sei, pode ser impressão, mas me parece que esta havendo uma compaixão maior para com os índios. Não quero dizer que eles não merecem essa compaixão para com esse problema urgente. Não é isso. O que eu sinto é um costume, uma aceitação maior para com a corrupção política. E juntando com o preconceito para com os usuários de crack… Realmente sentir pena dos índios que você até ontem nunca tinha ouvido falar, vence o comércio da vida de quem você vê na sua rua, mas ignora.

De novo, acho muito justa a causa dos índios Guarani-Kaiow. Mas em contra ponto, acho injusto o costume e a aceitação dessa corrupção de almas.

#prontofalei

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Discovery Civilization – Grandes Livros – Alice no País das Maravilhas

Um dos programas da Discovery Civilization é uma série chamada “Grandes Livros”. É uma análise detalhada de livros famosos. Achei sem querer no YouTube o episódio de “Alice no País das Maravilhas”.
Conta de onde e porque Charles Lutwidge Dodgson escreveu o livro, como foi feita, as cartas, seu fascínio para com as crianças (somente meninas).
Para quem gosta do livro e quer tentar entender o que se passava na cabeça do autor, vale muito a pena.

Apesar de que eu já sabia 60% do que foi dito, eu gostei muito! Foi contado coisas ali que eu não fazia ideia. Por exemplo: que no livro “Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá”, Charles pintou seu auto retrato no Cavaleiro Branco. Me arrepiei quando foi mostrado isso.

Bom, a quem interessar, esta aqui completo.

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Ironia?!

Acabei de me tocar de uma ironia sem tamanho…

Um querido amigo meu vivia postando no Facebook suas andanças de bicicleta. Ele ia até em eventos direcionado para esse meio de transporte excelente. Tinha orgulho dele. Achava aquilo lindo!

E hoje, ele faz faculdade de Engenharia de Petróleo. Na verdade, antes ele já tinha feito um curso técnico sobre isso, e ano passado (acho) que entrou para a faculdade.

Eu não sei… Mas alguma coisa não se encaixa.

Dinheiro? Será o motivo? Não sei.

Ele hoje dá até aula sobre. Expõe isso com orgulho. O que realmente ele deve se orgulhar mesmo.

E não estou dizendo que trabalhar na área de petróleo seja ruim. Nenhuma área de trabalho é ruim. Ruim é a forma negativa que o profissional de qualquer área leva o seu trabalho para o mundo. O poder de transformação de algo bom em ruim é enorme. O contrário geralmente se vê menos, mas é uma transformação tão fácil quanto, basta querer.

Espero que esse meu amigo transforme o estudo dele em um trabalho voltado para um bem social, e não um bem para poucos.

Esperança… Eu a tenho no peito…

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Toda Unanimidade é Comprada

Eu discordo de Nelson Rodrigues, quando disse: “Toda unanimidade é burra.”
Na verdade, em uma sociedade capitalista, toda unanimidade é comprada.
Exemplo disso são as eleições.
E quem tem o poder sabe como manipular aquele que já vem sendo manipulado desde de criança. Até porque, convenhamos, a televisão já faz esse papel de manipulação. O governo só usa de algo que já esta feito.

Não culpo quem votou no Eduardo Paes. São pessoas ignorantes. Ignorância não é burrice, deixando claro! Ignorância é o não saber. Quando se tem outras pessoas fazendo você acreditar em uma teoria de que você desconhece, você acredita.
Quando não se sabe de algo, qualquer confirmação daquilo que você não tem certeza, passa a ser certo.

Quem votou no Eduardo Paes foi comprado por uma mentira. Foi comprado por uma lembrancinha estilo inimigo oculto. Mas ele não sabe que foi comprado. Por que é ignorante, e é manipulado para continuar assim.

E isso me entristece. Muito!

Mas eu não desisto. Ainda acredito em uma humanidade melhor. Até porque, o bem não é quantitativo, é qualitativo.

E termino esse texto com a poesia “Só de Sacanagem” de Elisa Lucinda:

“Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até hábeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”