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Romântica pra Caralho

alice3 (1),5Em um curso do Fabricio Carpinejar, no último dia foi me perguntado se eu era romântica. Respondi imediatamente: pra caralho. A turma inteira riu. Mas ele deu um leve sorriso e falou: isso anula o romantismo. As românticas com atitude deram seu ar da graça, e a sala tornou-se bem barulhenta. Vozes femininas tentando argumentar suas posições em uma sociedade que não deixa mais espaço para românticas passivas. Eu apenas argumentei que ele estava confundido mulher romântica com amélia. Após sua definição de como é uma mulher romântica, eu me calei. Me confundi.

Deitei na cama naquela noite com a sensação de membro fantasma. Passei dias com aquela inquieta ausência.


Mas aí lembrei do meu alter ego.

Alice.

Alice, aquela que quando cai em um buraco, cai bem no fundo do seu inconsciente. Alice é o consciente no inconsciente. Por isso, ela não é aurelística. Alice não se define, se interpreta.

E foi nesse momento que o membro fantasma voltou a ter vida.

A minha interpretação de mim mesma não interfere na interpretação que o outro tem de mim.

Por isso, sim Carpinejar, eu me considero romântica pra caralho!

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Poderia ser Pena, mas é só Nojo

zumbi-assistindo-tv (1)

 

 

Queria sentir pena das pessoas que sentam a bunda no sofá para assistir essa programação defecada e alienatória de um instrumento que deveria ser a revolução humana, mas é a degradação de cérebros ainda vivos.

Mas eu só sinto nojo.