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La La Land é mais uma prova que pode-se contar mentiras falando verdades

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De novo, mais uma vez, novamente o Jazz protagonizado por brancos.

Um dos movimentos musicais mais importantes para a discriminação racial nos Estados Unidos, e DE NOVO, os negros em segundo plano.

A prova que você pode falar mentiras contando verdades, é a cena aonde o personagem de Ryan Gosling fala que o Jazz nasceu em uma casa estilo Torre de Babel, aonde as pessoas não conseguiam se comunicar, e assim a música era a linguagem entre eles.
SÉRIO?!!!

Depois de assistir Drive e Só Deus Perdoa, ver  Ryan Gosling fazendo um personagem água com açúcar como esse, chega a doer nesse meu coraçãozinho cinéfilo.

Sobre o romance hetero, branco, tradicional normativo…
Bom, no começo era tanto cu doce dos dois com joguinhos de sedução do tipo  Eu-Finjo-Que-Não-Gosto-De-Você-Mas-Na-Verdade-Eu-Te-Quero-Muito, que achei que no final do filme eu iria ter que correr no médico para pedir exames de diabete.
Não sei vocês, mas eu não tenho mais paciência pra isso não.

La La Land é mais um enredo hetero, branco, tradicional normativo ganhando o Oscar.