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MACHISMO É ENSINADO

Acabei de ler de uma mulher a afirmação que machismo está no gene dos homens.

CALMA AE QUE ISSO É MUITO SÉRIO!

Machismo é um formato de sociedade.

MACHISMO É ENSINADO.
Inclusive por nós mulheres que também reproduzimos E MUITO o machismo.

Uma das provas que tem porra nenhuma de genética é a tribo Mosuo, que é uma sociedade matriarcal.

Os homens tem seus enormes privilégios dentro do machismo, mas não significa que eles são os únicos a reproduzir o mesmo.
Quem também ensina o filhotinho de ser humano a ser machista é a mãe, a tia, a vó, a madrinha…

O machismo jamais teria tanta força como tem se nós mulheres não o reproduzíssemos também.

Eu não me recordo quem falou, mas que eu adorei a metáfora: Machismo é como um aquário. A água é o machismo e os peixes somos nós. Estamos todos imersos no machismo.

No meu Tinder eu coloquei: “Desconstruindo em mim o machismo naturalizado”.

Se nós mulheres não percebemos que também reproduzimos o machismo, se não ficarmos o tempo todo atentas a naturalização, vai ser impossível a desconstrução desse formato de sociedade.

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#DilmaNÃOmeRepresenta

Me irrita profundamente esse apoio direcionado a Dilma.
Muitas mulheres, inclusive, usam o feminismo com argumento para esse apoio.

Acho justo se indignar com os ataques misóginos da mídia para com ela. As capas de jornais e revistas cheias de gaslighting, os adesivos ofendendo a integridade física dela… Porra, justíssimo se indignar e lutar contra isso.
Mas olha só, colocar Dilma como santa no meio político é a mesma coisa que esquecer todas as merdas que Rachel Sheherazade falou (e fala) porque o Silvio Santos foi um machista escroto com ela na entrega do Troféu Imprensa.
O apoio feminista para com Rachel Sheherazade foi bem pontual:
“A sonoridade feminista tem ligação com machismo, e não com as merdas que você fala.”

Com a Dilma a sonoridade feminista tinha que ser dessa forma também.
Mas não foi porque a campanha feminista da Dilma foi direcionada para a elite cis branca hétero feminina.

No artigo “Não nos representam: o feminismo delas e o nosso” de Jéssica Antunes diz:

O fato de terem campanhas empresariais “feministas” de “mulheres podem ser engenheiras” mostrando algumas privilegiadas que conseguiram isso muda algo no fato de que a esmagadora maioria de mulheres segue sendo criada pra ser esposa e mãe? E somos a ampla maioria sem diploma ou emprego no mundo?

A resposta é não. Essas empresárias não representam um avanço do “conjunto das mulheres”, pelo contrário representam uma ínfima minoria de mulheres da elite e não a grande maioria.

…..

Por acaso sob o governo de Dilma Roussef as mulheres no geral se beneficiaram no país? ou apenas continuamos morrendo nos abortos clandestinos e nos trabalhos terceirizados que nunca cresceram tanto?

E aí vem a questão política aonde batem o pé dizendo que o PT é um partido socialista.
Sério? Sério? Sério?

Eu que sou uma completa ignorante no que se refere a economia, sei que apoiar Eike Batista dizendo que ele é nosso padrão, nossa expectativa e orgulho do Brasil, não é nem de longe um discurso socialista.

(clique aqui e veja o vídeo aonde Dilma expressa sua admiração ao Eike)

Então, aos apoiadores de Dilma, só peço uma singela coisa:

SEJEM MENAS.

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Naturalização da Pedofilia em Formato de Inocência

Está rolando várias matérias sensacionalistas falando que os fãs de Sandy estão chocados porque ela contou sobre assédios que sofreu aos 12 anos.

Mig, chocada estou eu com essa naturalização exacerbada da pedofilia e do assédio contra nós mulheres.

A cultura de pedofilia é tão naturalizada que mesmo depois dela casar ainda colocavam ela como menininha inocente que não transa.

A Sandy foi humilhada pela revista Playboy com a porra da manchete escrota de sexo anal. A entrevista foi em 2011 e Sandy casou em 2008. Três fucking anos de casada e ela ainda era colocada como menininha inocente.

Coloca no Google imagens: “Sandy KY”. Vai lá e vê com seus próprios olhos que inocente é você que acha que a Sandy tem blindagem contra assédio.

A garota era tão assediada que teve que criar uma redoma para se proteger disso desde sempre.

E vocês ficam admirados que ela sofreu assédio aos 12 anos?
Aaaa, por favor, né!

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Essa Semana TA FODA

Essa semana teve:

– Estréia da série 13 Reasons Why
– Relato de Su Tonani sobre o assédio de José Mayer
– Apoio público de atores e diretos a Jose Mayer
– Machos mudando a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas”
– Lady Francisco contando que foi estuprada por um diretor da Globo
– Morte de Gilbert Baker, criador da bandeira arco-íris LGBT
– Bolsonaro sendo Bolsonaro em uma palestra no clube Hebraica com direito a aplausos
– Trump bombardeando a Síria

(e a semana ainda nem acabou)

Eu não sei você, mas eu não tô bem não.

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Plot Twist da Saudade

 

A cama estava quente. Seu corpo nu era abraçado pela brisa do ventilador na velocidade máxima.
Calor.
Mentalmente imersa em um filme, ela sente a vibração do celular. Estica a cabeça para olhar a notificação que dizia “Cheguei.”.

Seu corpo parou de responder por alguns milésimos de segundo. Um plot twist emocional.
Ele não está mais aqui.

Demorou para pegar no celular e responder. Tocar no celular era tornar aquilo real. Ainda era só um sentimento.
O tempo que ela levou para pegar no celular foi equivalente ao tempo que o flashback dos dois passou por todo o seu corpo.

Lembrou da primeira vez que se viram e da espera um pouco angustiante na praia. Ficou mexendo no celular para fingir que estava de boa ali, mas na verdade ela estava insegura. Quando levantou o rosto ele já estava perto. Quando viu ele sorrindo seu corpo deu uma leve relaxada.

Lembrou de olhar para o braço dele cheio de tatuagem e sentir sua buceta dar uma leve contraída. Ela não queria mais estar ali na praia. Ela queria lamber ele todo.

Lembrou da cabeça dele entre suas pernas, chupando sua buceta como se fosse um sorvete no verão e 40º.

Lembrou dela de costas rebolando no pau dele e quase gozando.

Lembrou de como foi gostoso gozar na boca dele.

Lembrou do seu peito.
O peito.

Lembrou da sensação de deitar naquele peito.
Dois corpos nus na cama, uma cabeça no peito, um braço para o abraço, outro braço para o carinho e está feita a posição que chamaremos aqui de “posição da bolha da proteção”, aonde dentro dela nada de ruim poderia acontecer.
Pelo menos era como ela se sentia.

Lembrou do sorriso direcionado a ela. Era um tipo de sorriso que te faz repensar a tristeza.

Lembrou do olhar doce.
Era um pedaço de doce de leite em formato de olhar.

 
O celular vibra de novo e automaticamente o flashback acaba.

O pulmão voltar a ter ar, o sangue volta a circular e o coração volta a bater normalmente.
Ela pega o celular sem medo porque sabe que ali acabou de nascer…
– A saudade?
– Também. Mas ali foi germinado o amor.
– Mas eles ficaram juntos para sempre?
– Não.
– Que triste.
– Porque?
– Por que eles não estão juntos.
– Acho que você não entendeu a história. Vou começar de novo.

A cama estava quente…

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Brasileiro e a Síndrome de Estocolmo Política

O brasileiro está vivendo uma síndrome de estocolmo política.

Daniel Duncan fez uma metáfora maravilhosa sobre o nosso cenário político:

“Tem uma criança, (ela representa o Brasil), que esta presa em um prédio pegando fogo. Ai vem o Superman (que representa Lula/Dilma) e resgata ela, leva ela para longe do prédio, coloca ela no chão e estupra ela.
Aí a criança fica nesse conflito: porra, o cara me salvou do incêndio… Mas caralho; ele me estuprou!”

O brasileiro faz com o Lula e ou Dilma o que faz com horóscopo: esquece o que deu deu errado e diz: “mas caralho, olha isso aqui, é muito eu.”.

¯\_(ツ)_/¯