Publicado em Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Pronto, falei!, Reflexão Do Dia, Sentindo e Escrevendo

A importância de nomenclaturar as coisas

Eu saí a algumas semanas com um cara que veio argumentar comigo que eu fico rotulando muito as coisas.

Eu já estava tete a tete com ele e já tinha bebido 2 cervas (sou fraca, 2 eu já fico lokona). Fui pra casa, dormi e acordei pensando nisso.

O cara é branco, cis, hétero, monogâmico, alossexual, corpo sarado e morador da zona sul do Rio. É o padrão em formato de ser humano.
O cara nasceu na bolha de representatividade. Para onde ele olha se vê representado. Ele não faz ideia do que é não ver representatividade, se sentir perdido perante quem você é. Quem não é padrão se sente tão sozinho que parece que nem existimos. Somos invisíveis.

Quando a gente lê e ou escuta alguma definição que nos cabe, a sensação é de acolhimento, de um abraço demorado seguido de um “você não está sozinha”.
Ele nunca na vida vai entender a importância disso, então pra ele é mole dizer “no more rótulos”.

Amigo, você é padrão, você tem 100% de representatividade, você é o rótulo em formato humano, você nasceu achado.

Então, na minha opinião seguida da minha vivência, eu acho definições muitíssimo importante diante do mundo que só existe para quem é padrão.

Autor:

Me transformando no que eu sempre quis ser.

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