Publicado em Escrevendo

Sobre Ciúmes

Tem uma psiquiatra, Donatella Marazzit, que estuda a ciência do amor e diz que a explicação biológica do ciúme está na taxa de serotonina no sangue.

Primeiro, vamos entender o que é a serotonina.
Fui perguntar para um amigo meu que é médico sobre a serotonina e me explicar melhor isso para eu entender. A explicação dele foi:

“Serotonina é um neurotransmissor. Uma substância química que leva a informação de um neurônio para o outro.
Ela regula varias sensações, entre elas a dome, temperatura do corpo, cognição e desejo sexual.
O importante é o seguinte:
Ela tem produção lenta, ou seja, não é abundante. Por isso corpo precisa recaptar ela. Quando há problemas na recaptação, os níveis dela caem. E as consequências vem, como a mudança de humor, depressão, agressividade.
Por isso algumas drogas anti depressivas são chamadas de recaptadoras.
Não sei se vc sabe, mas um neurônio não toca fisicamente no outro. Há um espaço nanométrico entre as superfícies, e são os neurotransmissores que fazem a ligação, levando a informação.
Se ele sai de um lado e não é captado do outro, a informação se perde.”

Depois dessa ótima explicação, para mim faz mega sentido a serotonina ter ligação direta com o ciumes.
Isso explica algumas pessoas com pouco ciumes e outras com muito.
A outra questão importante é o patriarcado, como o machismo ensina as pessoas a lidar com isso.
Eu escrevi um texto sobre insegurança feminina, como nós mulheres somos educadas para sermos inseguras e os homens para serem seguros. Escrevi:

“As mulheres são educadas para serem inseguras e os homens para serem seguros. Isso faz parte da naturalização machista. Mulheres são ensinadas que homens são cafajestes por natureza, e os homens são ensinados o mesmo, e assim, tem-se o aval para o serem. Enquanto o homem não pode expor e desenvolver suas emoções, mulheres são motivadas a se expor e desenvolver suas emoções. Enquanto as mulheres são ensinadas a fechar a perna, os homens são ensinados que enquanto não metem seus objetos fálicos em uma cavidade sexual feminina não são homens de verdade.”
Então, não é apenas uma explicação científica, mas também social. É o “como somos ensinadas a lidar com a serotonina em nosso corpo.”

Entender isso faz parte de um processo de desconstrução da forma como lidamos com o que sentimos.

Autor:

Me transformando no que eu sempre quis ser.

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