Publicado em +18, Contos, Diário, Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Plot Twist da Saudade

 

A cama estava quente. Seu corpo nu era abraçado pela brisa do ventilador na velocidade máxima.
Calor.
Mentalmente imersa em um filme, ela sente a vibração do celular. Estica a cabeça para olhar a notificação que dizia “Cheguei.”.

Seu corpo parou de responder por alguns milésimos de segundo. Um plot twist emocional.
Ele não está mais aqui.

Demorou para pegar no celular e responder. Tocar no celular era tornar aquilo real. Ainda era só um sentimento.
O tempo que ela levou para pegar no celular foi equivalente ao tempo que o flashback dos dois passou por todo o seu corpo.

Lembrou da primeira vez que se viram e da espera um pouco angustiante na praia. Ficou mexendo no celular para fingir que estava de boa ali, mas na verdade ela estava insegura. Quando levantou o rosto ele já estava perto. Quando viu ele sorrindo seu corpo deu uma leve relaxada.

Lembrou de olhar para o braço dele cheio de tatuagem e sentir sua buceta dar uma leve contraída. Ela não queria mais estar ali na praia. Ela queria lamber ele todo.

Lembrou da cabeça dele entre suas pernas, chupando sua buceta como se fosse um sorvete no verão e 40º.

Lembrou dela de costas rebolando no pau dele e quase gozando.

Lembrou de como foi gostoso gozar na boca dele.

Lembrou do seu peito.
O peito.

Lembrou da sensação de deitar naquele peito.
Dois corpos nus na cama, uma cabeça no peito, um braço para o abraço, outro braço para o carinho e está feita a posição que chamaremos aqui de “posição da bolha da proteção”, aonde dentro dela nada de ruim poderia acontecer.
Pelo menos era como ela se sentia.

Lembrou do sorriso direcionado a ela. Era um tipo de sorriso que te faz repensar a tristeza.

Lembrou do olhar doce.
Era um pedaço de doce de leite em formato de olhar.

 
O celular vibra de novo e automaticamente o flashback acaba.

O pulmão voltar a ter ar, o sangue volta a circular e o coração volta a bater normalmente.
Ela pega o celular sem medo porque sabe que ali acabou de nascer…
– A saudade?
– Também. Mas ali foi germinado o amor.
– Mas eles ficaram juntos para sempre?
– Não.
– Que triste.
– Porque?
– Por que eles não estão juntos.
– Acho que você não entendeu a história. Vou começar de novo.

A cama estava quente…

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Licença Poética Pornográfica

Precisamos falar de Pornô é o título  de um post maravilho de Gabriella Feola, no Papo de Homem.

Li o post e lembrei da minha história com a pornografia.

Eu, mulher-feminista-pansexual-não_monogâmica, consumo pornô desde os meus 19 anos. O meu olhar para com a industria pornográfica foi mudando nesses quase 17 anos.

A primeira vez que tive contato com o abuso de mulheres no pornô foi aos meus 20 anos, ao lado do meu namorado na época. A gente gostava muito de ver pornos juntos e alugávamos uns 2 ou 3 por fim de semana (era época de internet discada e de locadora VHS). Em um desses filmes alugados, teve uma cena de uma mulher que estava chorando enquanto o cara metia com força no cu dela. Só de lembrar agora da cena me dá nervoso. Aquilo foi muito impactante pra mim. Mas eu era muito jovem ainda e não tinha percepção crítica sobre isso. A minha única percepção naquela época era a empática: “não gosto de filme pornô com mulheres sofrendo.”. Era a única coisa que eu sabia.

Com o tempo o meu olhar e direcionamento para com a industria pornográfica foi mudando. Passei anos apenas assistindo e baixando Hentais. Passei a ter um pouco de repulsa por pornos “reais” (coloque bastante aspas nesse reais ae!).
Foi com Hentais que comecei a perceber como a industria de pornografia é muito, mas muito bizarra. Mas hoje sei que essa bizarrice é reflexo do machismo.
Para quem não sabe, Hentai são desenhos pornográficos.
Então, veja você, se a industria pornográfica “real” já é bizarra, em Hentai é o bizarro triplicado com licença poética por ser desenho.
Eu passava horas (horas mesmo) procurando um Hentai que me agradasse.
A industria de Hentai basicamente é pedofilia e incesto. Não. Tô. Zoando.

Hoje vejo bem menos pornô, e quando vejo, busco por cenas amadoras.
Não conhecia o Make Love Not Porn, mas já salvei aqui na barra de favoritos do Chrome. 😍

Esse tema tem que ser muito discutido ainda, mas estamos muito longe de encontrar algum equilíbrio.
Enquanto o machismo existir, o abuso sexual feminino será bukkakoso.

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Coça, coça

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Coça, coça
Traz pão
Coça, coça
Me Beija
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Escuta essa música aqui
Coça, coça
Beija pescoço
Coça, coça
Tesão
Coça, coça
Pau duro
Coça, coça
Boquete
Coça, coça
Me chupa
Coça, coça
69
Coça, coça
De quatro
Coça, coça
Papai mamãe
Coça, coça
Sorriso Orgasmático
Coça, coça
Flor de Lotus
Coça, coça
Gemidos Altos
Coça, coça
Gozo
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Me beija
Coça, coça
Traz pão

(Foi um dos poemas mais gostosos de fazer.
Fiz rindo.)

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Nostalgia Libidinosa

Kate-Winslets-hand-Titanic

Eu te olhei, você me olhou. Eu sorri, você sorriu. Eu me apaixonei. Você se apaixonou.
Eu me encostei em você, você deixou. Eu cheguei mais perto de tua boca, você respirou fundo, como se o oxigênio no mundo tivesse acabado.
Nos beijamos.
Nossas línguas dançavam a mesma música e nossas mãos faziam a leitura de nossos corpos em braile.
Eu abri sua bermuda, e seu pau estava ensopado pela luxuria. Eu cai de boca e engoli toda perversão em formato de paudurecência.
Tirei meu short e sentei com muita vontade.
Fui para o banco de trás. De quatro você me chupa, e eu me seguro para não gritar de prazer.
Meteu seu valor bruto em mim, e minha cotação subiu instantaneamente.
Era tanto prazer envolvido, que uma transa só não foi o suficiente.
Dei meu cu para você, não resisti.
Nosso tempo estava acabando, mas nosso tesão só aumentava.
Finalizamos sem querer finalizar.
Terminamos sem querer terminar.
Nos despedimos sem querer despedida.
Eras meu e eu era tua.
Fomos um do outro por tempo limitado.
Hoje… Só nos resta nostalgia.