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Poliamor – Casais Unidade

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Eu sou poliamorista de fato tem um ano e meio. Comecei a conversar didaticamente em grupos desde do final do ano passado. Em teoria sou bem nova no rolê.
Porém, eu já tinha consciência feminista e isso ajudou muito a ser mais perceptiva no machismo que abraça o poliamor/não monogamia.
Tem um texto maravilhoso da Sharlenn Carvalho – Poliamor sobre o feminismo e o poliamor. É um texto longo, porém de extrema importância. É importante a leitura desse texto para entender a problemática que venho trazer.
(Clique aqui para ler)

A problemática que quero focar aqui é sobre casais do poliamor que se posicionam como unidade.
Isso é muito grave porque lida diretamente com objetificação e machismo.
Calma que vou explicar.

Essa problemática do casal se apresentar como unidade e buscar um terceiro membro para essa relação tem um nome: unicornização.

Oi? Que?

Então, eu já escrevi sobre unicornização.
(Clique aqui para ler)

Segue aqui uma explicação muito boa do blog PoliamorEtc:

“A opressão mais conhecida e praticada por muitos casais que se consideram poliamoristas é a busca por um “unicórnio”, que é a mulher bissexual que se sinta atraída pelo casal, mas que fica longe de qualquer porção de convívio social do casal em questão, porque o casal tem uma vida própria, eventos em família, com amigos, às vezes com filhos. O termo “unicórnio” vem justamente da ideia de caçar algo raro (a mulher bissexual que se sujeite a esses termos de relacionamento), que vai ficar de souvenir, para pura apreciação de quem a “possui”. A “unicornização” é, então, o processo de busca ou de submissão da mulher a tais condições.”

O que temos que entender é que pessoas se relacionam com pessoas.
Quando eu me interesso pelo casal, eu me interesso por DUAS pessoas que se relacionam.
Conseguem entender isso?

Mas ai vem o argumento de que o casal unidade não busca alguém só pra sexo.

Então, o casal unidade ainda não entendeu o que de fato é o poliamor. E ai voltamos para o texto da Sharleen aonde ela diz: ” As mulheres, por sua vez, devido à cultura patriarcal e machista em que foram educadas e nas quais suas subjetividades foram moldadas, ainda encontram dificuldade em construir uma autonomia individual que lhes permita a necessária independência psicológica e afetiva da figura masculina.”

Essa unidade do casal além de ser uma configuração apegada a monogamia, é machista.

Mas e nas relações homo, Ana? Tem machismo?
Quem leu meu texto sobre unicornização viu que contei sobre o casal de lésbicas que buscavam um unicórnio para a relação. Elas estavam reproduzindo o machismo.

Esse diálogo sobre casais unidade tem que acontecer porque é uns 60% das postagens (ou mais) que vejo nos grupos de poliamor.

Temos que falar sobre isso.
Mesmo!

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Representatividade Importa

Texto de Julia Maciel

Quando o seu corpo, seu cabelo, sua pele sao mostradas na midia/propaganda você se sente cada vez menos mal por estar fora do padrão, pois quanto mais representatividade houver menos o “padrão” é enaltecido.
Percebi isso quando conheci o tumblr no final da adolescência…quanto mais imagens de mulheres gordas eu via, menos eu me sentia mal com minhas pernas, meu braço,minha barriga enquanto quanto mais eu via no Instagram os corpos “perfeitos” das blogueiras e das amigas, mais a celulite incomodava, menos eu queria me olhar no espelho,mais ódio eu nutria pela minha casinha que é meu corpo.

E até hoje percebo isso, se estou vendo feed do Instagram e não tem muita foto de mulheres tipo eu, mais eu me sinto mal, mais culpada me sinto por simplesmente existir gorda.
Quando se escuta desde pequena que a sua imagem é feia ou errada e você tem que mudá-la voce incorpora isso como verdade e nao consegue ver beleza em você, só defeitos.
Mas hoje em dia eu tenho um alarme interno, e quando isso ocorre eu vou ver fotos minhas que gosto, ou vejo tumblrs de looks plus size, ou simplesmente faço o exercício de me olhar no espelho e elogiar alguma coisa.
Mas esse alarme demora para ser instalado na nossa mente e muitas vezes ele falha… sempre faça a manutenção do seu alarme

Quem está no padrão nao sabe o que é isso, não estou falando de nao ver defeitos em si mesma ou não se sentir insegura…todos nos sentimos assim pois existe toda uma indústria bilionária que se alimenta e lucra exatamente da existência dessas inseguranças, logo as reforça a todo minuto. Pessoas se gostarem NAO é lucrativo.

Entao para voce que hoje nao se sentiu representada, aqui estão imagens de mulheres lindas, gordas,negras,brancas,maravilhosas.

Cerque-se de representatividade.
Ela importa, MUITO.

Fica a dica de videos bons sobre isso:

Fotos inspiradoras:

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Rapidinha #01

Percebi que todos os homens que eu gosto são vistos pelo estereotipo feminino: sensibilidade, bons ouvintes, empáticos…
E aí entendi que o que eu odeio não são os homens, mas o conceito de masculinidade.

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Precisamos falar sobre Unicornização

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Vamos falar falar sobre unicornização?

Vamoooos!!!

Não sei se todos sabem o que é, então segue aqui uma explicação muito boa do blog PoliamorEtc:

“A opressão mais conhecida e praticada por muitos casais que se consideram poliamoristas é a busca por um “unicórnio”, que é a mulher bissexual que se sinta atraída pelo casal, mas que fica longe de qualquer porção de convívio social do casal em questão, porque o casal tem uma vida própria, eventos em família, com amigos, às vezes com filhos. O termo “unicórnio” vem justamente da ideia de caçar algo raro (a mulher bissexual que se sujeite a esses termos de relacionamento), que vai ficar de souvenir, para pura apreciação de quem a “possui”. A “unicornização” é, então, o processo de busca ou de submissão da mulher a tais condições.”

Também gostaria de relatar aqui que eu já fui unicornizada algumas vezes, e uma delas por um casal de lésbicas, que estavam em um relacionamento monogâmico longo e que queriam abrir a relação. Porém, essa terceira pessoa teria que gostar das duas.
Quando comecei a conversar com elas eu não tinha conhecimento do termo unicornização. Mas quanto mais eu conversava com elas, mais o meu desconforto aumentava.
Percebi que elas se viam como uma unidade e não como pessoas independentes. Também percebi o medo das duas de se individualizarem naquele momento de inicio de abertura da relação. Cheguei a falar sobre isso com elas no grupo de whatsapp feito para nós três conversamos. Uma delas estava mais aberta a essa escuta, me deu razão e queria falar mais sobre o assunto. Porém, a outra não concordou comigo e se sentiu ofendida. Chegou a me acusar de que eu não era pansexual porque saio mais com homens do que com mulheres (e essa problemática cabe um outro texto, mas vamos focar na unicornização primeiro. Outra hora escrevo sobre isso). Diante disso, a que concordou comigo se calou.
Depois de eu ter exposto para elas esse meu desconforto da não independência delas, elas (elas vírgula. Na verdade a fala sobre o que era e o que não era a relação delas foi da que se sentiu ofendida com a minha fala) falaram que eu estava entendendo errado, que elas queriam um trisal, aonde essa terceira mulher se tornasse parte daquele casal. Depois disso eu ainda insisti na minha fala de que pessoas se sentem atraídas por pessoas e não por casais. Não obtive sucesso e parei de falar com elas por motivos óbvios.

Também já tive a situação aonde a mulher só poderia sair comigo na presença do parceiro, mesmo que não rolasse nada entre eu e ele. E isso ainda é unicornização sim!

Gostaria de ressaltar aqui que existem sim casais que NÃO unicornizam a mulher bi/pan. Eu tenho um casal de amigos que conheci no Tinder, e a dinâmica deles era muito madura e com muita responsabilidade afetiva. Eu dei like primeiro nele, aonde no seu perfil ele dizia ter relacionamento livre. Tinha fotos dos dois no perfil dele, mas em nenhum momento existia essa unidade de casal. Caso eu me sentisse atraída por ela e ela por mim, existiria a possibilidade de me relacionar com os dois simultaneamente. Mas são duas pessoas independentes.
Isso muda tudo!

A unicornização é mais uma prova que Poliamor sem feminismo não é possível, e que o conhecimento liberta!

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Meu Cabelo Minhas Regras

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Lembro quando cortei pela primeira vez o meu cabelo e a reação da maiorias das pessoas foi: “Mas seu cabelo era tão bonito!”, ou “Mas ele era tão bom!”. Olha só, meu cabelo continua sendo bonito, só que curto.

Eu tenho muito orgulho do meu cabelo curto, principalmente pq sou EU que corto.
99,9% das pessoas com quem eu falava em cortar meu cabelo tinham reações como se eu tivesse perguntando “Acho que vou bater na cabeça de uma criança até o cérebro dela sair. O que vc acha?”.

Lembro que meu primeiro namorado me AMEAÇAVA dizendo que ia terminar o namoro se eu cortasse meu cabelo. Mas aí é como aquela #:
#MasEleNuncaMeBateu.

Cortar meu cabelo hoje é #empoderamento do meu corpo. Uma das melhores sensações pra mim é quando corto o cabelo no banho. 😍

Quando eu falo de empoderamento, falo de como cabelo é algo extremamente machista. Cabelo é a simbolização da feminilidade.
Um ótimo exemplo atual: homens de cabelo longo (coque samurai) viraram o padrão de beleza. Os ditos pró-feministas e socialistas, que em teoria seriam mais SENSÍVEIS, tem esse biotipo na atualidade.
Quer um exemplo mais antigo? Sansão. Sua força e VIRILIDADE estavam no cabelo.
Então, quem diz que gosta mais de cabelo longo e que gosto é que nem cu e não se discute… GOSTO SE DISCUTE SIM!

Que nossos cabelos deixem de ser do mundo e sejam nossos.
Que sejam a representação do que somos, do que queremos ser e de como queremos mostrar isso ao mundo.

#MeuCorpoMinhasRegras

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O Patriarcado é Estrutural

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Quando a gente fala que no meio não monogâmico a gente tem que tomar 10x mais cuidado, é disso aqui que estamos falando.

Eu conheci esse cara ano passado em uma uma festa não monogâmica, rolou uns 2 ou 3 beijos e só. Depois nunca mais.
Ontem ele me achou aqui no Facebook e veio conversar comigo. Tivemos 30 minutos de conversa aonde ele me questionou se swing era um tipo de relacionamento não monogâmico.
Oi?!
 
Expliquei que não, e logo depois ele fez esse questionamento aí no print.
 
O patriarcado ensina aos homens que eles tem que transar com muitas mulheres, e que esse número sempre tem que ser maior que dos amigos.
 
Um mini flashback:
 
Eu, meu primo, amigo do meu primo e meu pai sentados na sala e meu primo todo feliz e orgulhoso conta que naquele dia iria sair com os amigos para comemorar a 100º mulher que ele comeu.
Os homens riem e o parabenizam. Eu fico com cara de bunda e questiono se fosse eu indo comemorar com as amigas o 100º cara que dei.
Fez-se o coro dos homens: é totalmente diferente. Você é mulher.
 
Fim do mini flashback.
 
É estrutural. E se não o fosse não teria a força que tem.
 
Quando o cara conhece uma mulher bem resolvida sexualmente (o que é uma premissa de mulheres não monogâmicas), eles naturalizam esse tipo de questionamento abusivo.
 
Acha que foi a primeira vez que me perguntaram isso?
Não foi a primeira e tenho certeza absoluta que não vai ser a última.
 
A resposta que recebi dele foi um bloqueio.
 
E vai ter aqueles que vão argumentar que fui grossa.
 
Queria avisar a quem argumentar com isso que eu fui delicada até demais. Fui uma flor se quer saber.
 
Manas, não naturalizem esse tipo de questionamento de quem não tem intimidade com você.
 
As manas que quiserem saber quem é, me pedir em off que mando o print com nome e foto.

 

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Sobre Machismo e Relações Não Monogâmicas

Acabei de ler o texto Precisamos falar sobre machismo nas relações e ambientes não monogâmicos, e pqp… que texto maravilhoso!

Esse texto me fez lembrar do meu primeiro namoro não monogâmico, aonde eu achava que ele era o foda do foda do foda da desconstrução.
Eu não tinha nem metade do conhecimento que tenho hoje sobre feminismo, e por ignorância acabei colocando ele em um altar do rei da desconstrução.
Foi a outra namorada voltar de viagem que o rei ficou sem calças e a cueca suja veio a tona.

Eu fui massacrada por privilégios e não fazia ideia de como lidar com aquilo. Fui responsabilizada por mentiras e omissões (não queria te magoar e você não iria lidar bem com a verdade).

Meses depois do término, nos encontramos para tentar ter uma conversa e reatar uma amizade. Ele foi muito, muito, mas muito frio comigo. Foi um dos piores encontros da minha vida, aonde estava tete a tete com um cara que namorei, que tinha muita intimidade, mas que naquele momento toda a história que vivemos tivesse sido deletada.
Eu, muito magoada ainda, perguntei para ele de forma bem direta: como faço para superar essa merda toda?
Ele, super frio, disse: aceita que eu preferi ela.

Eu voltei para casa aos prantos naquele dia. E agora, escrevendo isso, depois de 10 meses do término, a vontade de chorar ainda existe.

Mas sou resiliente, e como a Pablo Vittar canta:

E quanto mais dor recebo
Mais percebo que eu sou
Indestrutível

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MACHISMO É ENSINADO

Acabei de ler de uma mulher a afirmação que machismo está no gene dos homens.

CALMA AE QUE ISSO É MUITO SÉRIO!

Machismo é um formato de sociedade.

MACHISMO É ENSINADO.
Inclusive por nós mulheres que também reproduzimos E MUITO o machismo.

Uma das provas que tem porra nenhuma de genética é a tribo Mosuo, que é uma sociedade matriarcal.

Os homens tem seus enormes privilégios dentro do machismo, mas não significa que eles são os únicos a reproduzir o mesmo.
Quem também ensina o filhotinho de ser humano a ser machista é a mãe, a tia, a vó, a madrinha…

O machismo jamais teria tanta força como tem se nós mulheres não o reproduzíssemos também.

Eu não me recordo quem falou, mas que eu adorei a metáfora: Machismo é como um aquário. A água é o machismo e os peixes somos nós. Estamos todos imersos no machismo.

No meu Tinder eu coloquei: “Desconstruindo em mim o machismo naturalizado”.

Se nós mulheres não percebemos que também reproduzimos o machismo, se não ficarmos o tempo todo atentas a naturalização, vai ser impossível a desconstrução desse formato de sociedade.

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Naturalização da Pedofilia em Formato de Inocência

Está rolando várias matérias sensacionalistas falando que os fãs de Sandy estão chocados porque ela contou sobre assédios que sofreu aos 12 anos.

Mig, chocada estou eu com essa naturalização exacerbada da pedofilia e do assédio contra nós mulheres.

A cultura de pedofilia é tão naturalizada que mesmo depois dela casar ainda colocavam ela como menininha inocente que não transa.

A Sandy foi humilhada pela revista Playboy com a porra da manchete escrota de sexo anal. A entrevista foi em 2011 e Sandy casou em 2008. Três fucking anos de casada e ela ainda era colocada como menininha inocente.

Coloca no Google imagens: “Sandy KY”. Vai lá e vê com seus próprios olhos que inocente é você que acha que a Sandy tem blindagem contra assédio.

A garota era tão assediada que teve que criar uma redoma para se proteger disso desde sempre.

E vocês ficam admirados que ela sofreu assédio aos 12 anos?
Aaaa, por favor, né!

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Essa Semana TA FODA

Essa semana teve:

– Estréia da série 13 Reasons Why
– Relato de Su Tonani sobre o assédio de José Mayer
– Apoio público de atores e diretos a Jose Mayer
– Machos mudando a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas”
– Lady Francisco contando que foi estuprada por um diretor da Globo
– Morte de Gilbert Baker, criador da bandeira arco-íris LGBT
– Bolsonaro sendo Bolsonaro em uma palestra no clube Hebraica com direito a aplausos
– Trump bombardeando a Síria

(e a semana ainda nem acabou)

Eu não sei você, mas eu não tô bem não.

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Licença Poética Pornográfica

Precisamos falar de Pornô é o título  de um post maravilho de Gabriella Feola, no Papo de Homem.

Li o post e lembrei da minha história com a pornografia.

Eu, mulher-feminista-pansexual-não_monogâmica, consumo pornô desde os meus 19 anos. O meu olhar para com a industria pornográfica foi mudando nesses quase 17 anos.

A primeira vez que tive contato com o abuso de mulheres no pornô foi aos meus 20 anos, ao lado do meu namorado na época. A gente gostava muito de ver pornos juntos e alugávamos uns 2 ou 3 por fim de semana (era época de internet discada e de locadora VHS). Em um desses filmes alugados, teve uma cena de uma mulher que estava chorando enquanto o cara metia com força no cu dela. Só de lembrar agora da cena me dá nervoso. Aquilo foi muito impactante pra mim. Mas eu era muito jovem ainda e não tinha percepção crítica sobre isso. A minha única percepção naquela época era a empática: “não gosto de filme pornô com mulheres sofrendo.”. Era a única coisa que eu sabia.

Com o tempo o meu olhar e direcionamento para com a industria pornográfica foi mudando. Passei anos apenas assistindo e baixando Hentais. Passei a ter um pouco de repulsa por pornos “reais” (coloque bastante aspas nesse reais ae!).
Foi com Hentais que comecei a perceber como a industria de pornografia é muito, mas muito bizarra. Mas hoje sei que essa bizarrice é reflexo do machismo.
Para quem não sabe, Hentai são desenhos pornográficos.
Então, veja você, se a industria pornográfica “real” já é bizarra, em Hentai é o bizarro triplicado com licença poética por ser desenho.
Eu passava horas (horas mesmo) procurando um Hentai que me agradasse.
A industria de Hentai basicamente é pedofilia e incesto. Não. Tô. Zoando.

Hoje vejo bem menos pornô, e quando vejo, busco por cenas amadoras.
Não conhecia o Make Love Not Porn, mas já salvei aqui na barra de favoritos do Chrome. 😍

Esse tema tem que ser muito discutido ainda, mas estamos muito longe de encontrar algum equilíbrio.
Enquanto o machismo existir, o abuso sexual feminino será bukkakoso.

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Sobre o Feminismo Radical e a Transfobia

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Eu ando bem assustada e indignada com o radfem e a sua transfobia.

Pelo que estou lendo, para elas, mulher de verdade são só as cromossomáticas XX. Então, vamos tirar Ana Paula Arósio, Kim Novak e Nicole Kidman que são cromossomáticas XY.
Pois é, elas tem a chamada Síndrome de Morris.

E diante disso, a pergunta chave é: o que é ser homem e ser mulher?
Ao meu ver, ser homem e ser mulher é uma construção social.

É muito complicado e muito triste ver uma vertente do feminismo ser desagregadora. Em vez de criar laços e unir forças, querem medir poder.
Triste. Muito triste.

O feminismo perde parte da força porque tem que perder tempo ensinando as radfem, e como as emoções andam a flor da pele, a pedagogia é perdida e isso cria guerras internas. E enquanto isso, o verdadeiro inimigo, o patriarcado, continua mais forte do que nunca, porque parte de nós estão defendendo o patriarcado em formato de radfem.

A força do patriarcado está na naturalização do mesmo, e quando essa naturalização está dentro do movimento feminista, fica muito mais complicado desnaturalizar.

A gente tem que se unir.

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A Falácia da Insegurança Feminina

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Durante minha vida toda acreditei em uma falácia: ser insegura faz parte da minha personalidade.

Não faz não!
Me fizeram insegura e isso afeta diretamente as minhas relações.

As mulheres são educadas para serem inseguras e os homens para serem seguros. Isso faz parte da naturalização machista. Mulheres são ensinadas que homens são cafajestes por natureza, e os homens são ensinados o mesmo, e assim, tem-se o aval para o serem. Enquanto o homem não pode expor e desenvolver suas emoções, mulheres são motivadas a se expor e desenvolver suas emoções. Enquanto as mulheres são ensinadas a fechar a perna, os homens são ensinados que enquanto não metem seus objetos fálicos em uma cavidade sexual feminina não são homens de verdade.

Perceber isso não me gerou qualquer tipo de alívio, muito pelo contrário. Pela primeira vez, saber que não sou a única não me gerou conforto, e sim medo, muito medo da perpetuação de algo que é maléfico para ambos os sexos.

Mulher, sua natureza não é insegura. Você foi ensinada a acreditar nisso, mas não é verdade!

Desconstrua o que não é seu!!!

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Vamos Falar Sobre Machismo? Vamos Sim!

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Quem me conhece sabe que odeio carnaval. Mas esse ano fiz uma (apenas uma) exceção, e fui para o Bloco Marcha Nerd.
O bloco é muito bom, devo confessar. Me agradou, já que o tema é muito compatível comigo. Me diverti bastante.
Mas, porém, entretanto, todavia… Os nerds podem ser muito legais sim (e são em sua maioria), mas eles também são machistas, na mesma intensidade que são legais (não são todos, deixando claro).

Duas meninas subiram em uma árvore para ver melhor a banda. Até aí normal. Mas na hora delas descerem é que os nerds machistas deram o ar da graça. Umas das meninas estava de saia e ao descer não teve como não aparecer a calcinha, e os nerds começaram a gritar loucamente. Cheguei a escutar “Elas estavam pedindo por isso quando subiram ali.”.
NÃO! NÃO PEDIRAM NÃO!

E sabe como eu sei disso? Pela cara de constrangimento dela.

Sabe vergonha alheia? Então, senti.

A gente não pode se calar não.
Tem que gritar sim!
Tem que fazer textão, sim!
Tem que jogar na cara da sociedade, sim!