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La La Land é mais uma prova que pode-se contar mentiras falando verdades

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De novo, mais uma vez, novamente o Jazz protagonizado por brancos.

Um dos movimentos musicais mais importantes para a discriminação racial nos Estados Unidos, e DE NOVO, os negros em segundo plano.

A prova que você pode falar mentiras contando verdades, é a cena aonde o personagem de Ryan Gosling fala que o Jazz nasceu em uma casa estilo Torre de Babel, aonde as pessoas não conseguiam se comunicar, e assim a música era a linguagem entre eles.
SÉRIO?!!!

Depois de assistir Drive e Só Deus Perdoa, ver  Ryan Gosling fazendo um personagem água com açúcar como esse, chega a doer nesse meu coraçãozinho cinéfilo.

Sobre o romance hetero, branco, tradicional normativo…
Bom, no começo era tanto cu doce dos dois com joguinhos de sedução do tipo  Eu-Finjo-Que-Não-Gosto-De-Você-Mas-Na-Verdade-Eu-Te-Quero-Muito, que achei que no final do filme eu iria ter que correr no médico para pedir exames de diabete.
Não sei vocês, mas eu não tenho mais paciência pra isso não.

La La Land é mais um enredo hetero, branco, tradicional normativo ganhando o Oscar.

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Peanuts O Filme

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A ansiedade acabou e se transformou em nostalgia.

Eu fui ver Peanuts com receito de não superar minhas expectativas (que estava bem alta, diga-se de passagem). Mas ele fez muito mais que superar minhas expectativas.

Roteiro foi feito em família. Filho e neto de Charles M. Schulz se uniram para nos presentar com uma gostosíssima história da turma.

Temos dois públicos indo ver o filme. Publico um, que já conhecia Snoopy e toda turma (esse público foi pela nostalgia). Público dois, que não conhecia quase nada de Charlie Brown e sua vizinhança.
Eu faço parte do público um e levei um amigo que faz parte do público dois para assistir comigo. Ele soltou várias gargalhadas durante todo o decorrer da animação, e na conversa pós filme, percebi que essa obra de  Schulz é realmente atemporal. Ele chegou a me contar uma lembrança da sua própria infância pelo qual o filme o remeteu. Isso é a magia de Peanuts.

Para o público um, prepare-se para nostalgiar livremente. Você será remetido ao buraco de minhoca mental, e terá sensações positivamentes incríveis. Vai lembrar como os personagens são hilários e agradáveis. Vai se recordar do motivo que você se identificava com um deles e vai rir disso.

O enredo não tem muito o que falar. Charlie Brown se apaixona pela menina nova da turma e a história gira em torno disso. Mas o enredo de Peanuts sempre foi a simplicidade do cotidiano. Charles M. Schulz fazia filosofia no anfêmero, e era ali que sua genialidade morava.

Peanuts O Filme faz jus a obra de seu autor e nos abraça com força.

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Chappie – Misturando Iinteligência Artificial e Poesia

10995663_1141996439159865_1214750435596942237_nAcordei no meio da madrugada e não conseguia dormir. Abri o Popcorn Time e pensei: vou começar a ver um filme e cair no sono (como sempre!).
Mas para minha surpresa, eu nem pisquei.

Quando comecei a ver o trailer e percebi que o filme era com Dev Patel, já sabia que o filme ia ser no mínimo muito bom. Tanto que nem finalizei o trailer, era desnecessário.

Um filme sobre inteligência artificial e poesia. Não poderia dar errado.

Mas Neill Blomkamp tem essa mania de misturar esses dois substantivos que em teoria são incompatíveis. Ele já tinha mostrado em Distrito 9 e em Elysium que incompatibilidade é para os fracos.

Fica aí a dica de mais um filme excelente.

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Looper

1406147358_looper-poster-bigEu acho que dormi 2012 inteiro. Não me lembro de ter ouvido falar de Looper até hoje.

O autor desse filmaço é o Rian Johnson. Sim, é a mesma mente que criou Breaking Bad. Agora faz todo sentido o filme ser tão bom.

Nos primeiros 10 minutos de filme, eu realmente achei que iria ser mais um filme chato de balas e sangue voando para todo lado. Realmente teve muito sangue e balas por todo lado, mas chato é um adjetivo incompatível com essa obra.

Você deve se perguntar: você já assistiu algum filme ruim com Bruce Willis? Pois é, eu também não (apesar que eu nunca assisti Duro de Matar. Por não gostar desse estilo de filme, fiquei com medo de estragar essa excelência cinematográfica dele. Preferi não arriscar.).

Joseph Gordon é outro que só faz filmaço. Na bagagem ele tem nada mais nada menos que Inception.
Mas o que realmente me admirou quanto a atuação foi Pierce Gagnon. Essa pessoinha de 9 anos (na época 7) teve uma das atuações infantis mais espetaculares que já vi. Ele está no nível da Dakota Fanning.

Fica a dica para quem quer assistir um filme com ação + qualidade + reflexão da vida.

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Resurrection x Les Revenants

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Alguns meses atrás assisti a primeira (e única por enquanto) temporada de Les Revenants.
Les Revenants é uma série francesa, baseada no filme de mesmo nome.
O filme foi lançado em 2004 e a série em 2012.
A série e o filme são magníficos. A sinopse curta tanto do filme quanto da série é:
Em uma cidade pequena, pessoas mortas, de épocas diferentes, voltam a vida, do mesmo jeito que estavam antes de morrerem, sem lembrar que estão mortas.

Assisti e avisei: vai ter remake de merda norte americano.

Eis que esse ano aparece a série Resurrection. O sucesso dela foi enorme.
Até aí, sem problemas, já que norte americanos fazem muito mais remakes de outros países do que de sua autoria.
O problema é que eles não dizem que foi remake, e sim que foi baseada no livro Ressurreição de Jason Mott, que foi publicado em 2013.

Bom, minha crítica vai pela falta de criatividade norte americana e pela falta de ética cinematográfica. Faz um bom tempo que não vejo um filme ou série deles que realmente me marque.
Já não posso dizer o mesmo do outro lado do oceano, que estão cada vez melhores. Até o cinema brasileiro já está batendo de frente com a cinematografia norte americana. Não apenas em qualidade visual, mas na própria criatividade dramatúrgica.

Hollywood hoje está mais para maquiagem do que para conteúdo. Uma pena.

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Feast of Love

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Depois de uns anos fui rever o filme Feast of Love, que é um dos meus prediletos no estilo romance. Ele é aquele tipo de filme que te dá dicas de como sobreviver a todos os sofrimentos que amar nos causa. É um filme que nos gera esperança palpável, não apenas para viver um grande amor, mas para saber lidar com ele quando ele chegar.

E o filme começa com Morgan Freeman contando uma das inúmeras versões de como o amor foi inventado. E de fato, essa é a minha versão predileta.

Há uma história sobre os deuses gregos. Eles estavam entediados, então inventaram o ser humano. Mas continuaram entediados, então inventaram o amor. Assim, não se entediaram mais.
Então decidiram experimentar o amor.
E, finalmente, inventaram o riso para que conseguissem suportá-lo.

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Tarja Branca

1982029_754819681195918_858959531_nFui assistir Tarja Branca achando que iria ver um documentário pedagógico, voltado para a área escolar. Mas na verdade é uma explicação de como nos tornarmos o que somos hoje, esses dinossauros contemporâneos.

É a explicação de nossas tristezas, angustias, insatisfações e irritações. De como o brincar é importante, e de como continuamos a brincar na vida adulta. Trabalhar com o que se gostar, é brincar. O documentário nos lembra que as maiores empresas de informática utilizam o brincar como o maior foco de criatividade. Lembrou da Google que só faz crescer exatamente por colocar as pessoas em ambientes recreativos, estimulando a criatividade. É ali, na brincadeira, que nos criamos, nos fazemos e nos refazemos.

A maioria ainda dirá que essas ideias é regressão. Mas na verdade, nós hoje é que somos a verdade regressão humana. A cada dia damos um passo para trás. O que vemos hoje são pessoas infelizes, tentando tapar o buraco da felicidade com excesso de atividades. Não se tem mais tempo para ser feliz. Time is money, não é?!

Então, fica a dica de um documentário que te fará refletir melhor sobre a pergunta: a criança que você era teria orgulho da pessoa que você é hoje?

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Hoje-Eu-Quero-Voltar-Sozinho-cartazAcabei de assistir Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. E tenho que confessar: me surpreendeu positivamente.
Depois de ter visto o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, eu fiquei muito ansiosa para ver o longa. Sabia que ia ser bom, mas não tanto!
O cinema brasileiro está melhorando muito, em alta velocidade e com qualidade européia. A preocupação com detalhes é incrível, o que é algo muito peculiar no cinema europeu. Detalhes como por exemplo o foco no olho do Léo um pouco aberto no beijo com Gabriel.
Por falar no beijo, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho me colocou tão dentro da história, que o primeiro estalinho de Gabriel e Léo levou meu coração na boca. Mas pelo susto que tomei. Completamente inesperado. Eu sabia que o beijo iria acontecer, só não sabia quando e como. Quando aconteceu cheguei a colocar meu corpo um pouco para trás.
O que de fato faltou um pouco foi o bullying. Até teve, mas achei que foi algo muito leve. A realidade não é bem essa. Mas é como o próprio diretor, Daniel Ribeiro, falou sobre essa amenização, de que não era o foco do filme. E realmente não era.
Mas tirando isso, o filme é espetacular.
A trilha sonora é outro ponto forte no filme. A banda Belle and Sebastian cantando There’s Too Much Love caiu como uma luva.

Não foi atoa que o longa ganhou prêmio da crítica na mostra Panorama do festival de Berlim.

Não sei por quanto tempo ainda vai estar em cartaz, mas quem puder ir, não vai se arrepender.

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Longa Metragem de Faroeste Caboclo

Para quem não sabe, dia 26 de outubro estréia o longa metragem de Faroeste Caboclo.
E digo: até que enfim!
\o/

Mesmo sendo NÃO fã de Legião Urbana por conta da sonoridade das músicas (que como já disse aqui no Blog: https://aventurasmentais.wordpress.com/2010/11/02/serenissima/, “Me desculpem os fãs do Legião Urbana, mas para mim, os cds solos do Renato Russo nem se comparam com os das banda”. E deixando claro que é gosto, cada um com o seu.), Faroeste Caboclo é um clássico. Renato era gênio na escrita, então, Faroeste Caboclo não poderia ser uma exceção.

 Dirigido por René Sampaio.

Elenco:

João de Santo Cristo – Fabrício Boliveira
Maria Lúcia – Ísis Valverde
Jeremias – Felipe Abib 

Encontrei essa abertura NÃO oficial do filme que coloca a sonoridade diferente, que eu particularmente gostei muito!

E tem esse vídeo aonde a equipe toda do filme canta a música:

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Intruders

Fazia tempo que não via um suspense tão inteligente. E essa é a melhor palavra para descrever Intruders; inteligente.

Um filme novíssimo, saindo do forno, que conta a história de duas crianças que vivem em países diferentes e que são assombradas por um ser sem rosto.

Em uma entrevista, o diretor Juan Carlos Fresnadillo diz que Intruders é mais que um filme sobre medo, é sobre a origem dele.

Vai aqui o trailer oficial (não veja os outros, eles acabam estragando a trama), e uma entrevista de Juan Carlos Fresnadillo, que esta em espanhol, mas dá pra entender uma boa parte.

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Anônimo

Acabei de assistir um filme sensacional.
Anônimo conta belissimamente a teoria de que as peças de William Shakespeare foram escritas na verdade por Edward de Vere.

A verdade é que se você for buscar mesmo, não se sabe muito da vida de Shakespeare, e isso acaba dando margem a imaginação.

Mas verdade ou não, o filme foi muito bem produzido e os atores sensacionais.
Recomendo.

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La Cara Oculta

Olha, a América Latina está cada vez melhor na área cinematográfica. Desta vez a Colômbia apresenta “La Cara Oculta“. Um suspense muito do bom.

O filme conta a história de um maestro da Orquestra Filarmônica de Bogotá, que viaja a trabalho com a namorada. Ela, motivada por ciumes, vai embora, deixando um vídeo como carta de despedida. Porém, a mesma some, criando-se um mistério sobre seu desaparecimento.

Dirigido por Andy Baiz, diretor do filme “Satanás“, esse ganhador do prêmio de Melhor Filme e Melhor Ator no Festival Monte Carlo de Cinema.

 

Quem quiser baixar: http://www.crocko.com/92271C5EFAD549B0818A8A100FA9EBBD/

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Up – Altas Aventuras


Up conta a história de Fredericksen, um idoso viúvo e sem filhos, que vive muitas aventuras ao lado do menino Russell, um escoteiro que busca pela sua medalha por ajudar um idoso.
Em busca de um sonho tanto de sua falecida esposa como dele, Fredericksen transforma sua casa em um dirigível  com balões de gás, e voa em direção ao seu sonho.
 Mas ele não contava com a presença de Russell, que estava em sua varanda quando sua casa alçou vôo. E as aventuras começam ali.

Me emocionei muito.

Up é muito além de uma história de amor.

Recomendo!

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Michael Jackson – A Vida de um Ícone

‘Michael Jackson – A Vida de um Ícone’ é um documentário além do que a mídia prefere mostrar.

Eu como eterna fã de Michael, não poderia deixar de assistir esse belíssimo documentário dirigido por Andrew Eastel e David Gest.
Ele reúne pessoas próximas de Michael, contando cronologicamente sua trajetória até sua morte. Fala de Michael pessoa, ser humano, que vai muito, mas muito além do Rei do Pop.

Para quem é fã, recomendo. Para quem não é, vai começar a ser depois de ver.

Parabéns Andrew Eastel e David Gest. Esplêndido documentário!

 

Download em rmvb: http://www.megaupload.com/?d=CKYVSPQT

Trailer:

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A idade da Razão – L’âge de Raison

Sabe aquele momento que você desanima, perde o fôlego e acha que esta no caminho errado? Pois é, eu estava assim. Estava, do verbo não estou mais.

Eu tenho a mania de ver filmes europeus, aqueles que quase ninguém vê, o labo B do cinema. As vezes me meto em furada, mas outras vezes me dou super bem. Foi o caso de ‘L’âge de Raison‘, traduzindo: ‘A Idade da Razão’.

A sinopse é bem simples: mulher “bem sucedida” faz 40 anos e no dia do seu aniversário começa a receber cartas que ela mesmo escreveu aos 7 anos.

O resto eu prefiro que você assista. Link para download: http://www.megaupload.com/?d=RXPUTKAR


Ficha técnica:

Diretor: Yann Samuell
Elenco: Sophie Marceau, Marton Csokas, Michel Duchaussoy, Jonathan Zaccaï, Emmanuelle Grönvold, Juliette Chappey
Produção: Christophe Rossignon
Fotografia: Antoine Roch
Trilha Sonora: Cyrille Aufort
Ano: 2010
País: França/ Bélgica


Trailer:



E fica a frase: É importante ter sonhos grandes o suficiente para não perde-los de vista quando os perseguimos. (Oscar Wilde)


Já dizia Raul Seixas: Tente outra vez!

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Red Riding Hood ou Chapeuzinho Vermelho

Assisti hoje Red Riding Hood, ou A Garota da Capa Vermelha, ou simplesmente Chapeuzinho Vermelho versão 2010.
Li críticas do filme comparando com Crepúsculo. Será que foi é por causa da direção? (é a mesma ). Acho que já está na hora de superarmos essa fase, né?

Confesso que as atuações não foram lá as melhores do mundo, mas filme para mim é um todo. Não posso dizer que o filme é ruim por conta de algumas atuações não 100%. A fotografia do filme, os efeitos, o lobo (lindo! perfeito mesmo!), a forma como a história foi contada… Tudo muito bom. Eu recomendo mesmo. Fiquei tensa algumas vezes, me assustei poucas, mas o final… Rá! Muito bom!

As pessoas se confundem muito por conta das historinhas infantis da Disney. Quer saber de onde vem mesmo Chapeuzinho Vermelho?

“Na versão compilada por Perrault em 1697, a menina e a velhinha morriam. Foram os Grimm, que, 160 anos depois, tiraram o caçador do chapéu. O final varia, mas mantém-se o sugestivo diálogo que começa com “pra que esses olhos tão grandes?” e termina com “pra te comer melhor!” Existe uma versão anterior à tradicional, que inclui canibalismo (a menina bebe o sangue e come a carne da avó), strip-tease e até sugestão de golden shower. Sim, o lobo pede que a menina urine sobre ele.”
Fonte: http://super.abril.com.br/cultura/verdadeira-moral-historia-447924.shtml

 

Viu, depois dessa versão o filme nem é tão ruim! rsrsrs

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Até ao inferno

Muitos sustos. Muitos! Tudo bem que um dos sustos que levei foi o meu celular tocando (obrigada Aline!).
Fazia muito tempo que não via um filme de terror tão bom.

Direção de Sam Raimi, o mesmo do ‘Homem Aranha’ e ‘O Dom da Premonição’. Também esta no elento Justin Long, que adoro!

O filme conta a história de Christine Brown, uma analista de crédito que esta prestes a ganhar uma promoção. Eis que aparece uma velhinha macabra, pedindo aumento do empréstimo bancário para pagar sua casa. Christine  recusa para impressionar o chefe, e a velhinha macabra joga uma maldição em Christine. A partir daí, é sustos e mais sustos. Apesar que o filme já começa na tensão de sustos, com um garotinho que roubou um colar de uma cigana e desde de então ouve vozes. E as tensões de sustos já começam logo de cara.

O filme não tem ninguém famoso, mas nem por isso deixa alguma interpretação a desejar. Pelo contrário, tem filmes de Oscar que as interpretações são o ó do borogodó. ‘Até ao inferno’ me surpreendeu. Eu recomendo para quem gosta de terror.

Tenho duas dicas:

1- Aumente o volume.
2- Não comer durante o filme.

(Vai por mim!)


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O Retrato de Dorian Gray

Perceberam que esse feriado eu voltei as minhas origens (cinéfila assumida! rs). Pois bem, o filme de hoje foi ‘O Retrato de Dorian Gray’.

Antes de assitir, eu li criticas ruins dele, mas resolvi ver assim mesmo.
Meu motivos foram: O Retrato de Dorian Gray é um romance de Oscar Wilde e Colin Firth faz o papel do Lorde Henry Wotton, o influenciador do lado fútil de Dorian Gray.

Olha, eu gostei. Os efeitos do quadro foram muito bem feitos e as atuações também. Rubens Ewald, na sua crítica do filme falou do interprete de Dorian Gray, Ben Barnes. Disse que ele é desprovido de sensualidade. Desculpe, mas isso eu discordo.
Mas para quem conhece a literatura de Oscar Wilde, o filme realmente deixou um pouco o material filosófico de lado. O livro foi um marco na época, e como toda a escrita de Oscar, ainda é atualíssima. Talvez a crítica tenha razão quando diz que o filme é voltado para adolescentes. Tem um ritmo nesse sentido mesmo. Mas longe de Lua Nova. Não repitam essa blasfêmia! Não é o melhor filme do mundo, mas nem de longe Crepúsculo, ne?!

A frase marcante do filme : Dorian Gray diz para Rebecca Hall – “Eu posso te garantir, prazer é bem diferente de felicidade.


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O Ritual

Olha, vou confessar que estava ansiosa para assistir. Primeiro que é com o Anthony Hopkins, um dos melhores atores para mim. Tudo bem que demorei uns 15 minutos de filme para separar Anthony Hopkins de Hannibal Lecter. Pensava ‘se concentra Ana Paula, é outro filme. Foco!’. Após o tumulto mental para a separação de personagens, eu me entreguei ao filme.

Eu sou muito fã de O Exorcista. Quem me conhece sabe que é meu filme predileto. Mas um dia escrevo um post inteiro sobre ele. O que vem ao caso nesse momento, é que sou muito crítica (na verdade sou muito chata) para os filmes de exorcismo. E posso dizer que pouquíssimos filmes sobre o tema me fizeram tremer. Na lista dos muito bons coloco O Exorcismo de Emily Rose. Não gosto nem de lembrar de algumas cenas. Confesso que assisti uma vez e não faço questão nenhuma de repeteco. Esse realmente me fez ter pesadelos.

Voltando ao Ritual, minha ansiedade para o filme veio com Hannibal Lecter, quer dizer, Anthony Hopkins, já que nunca vi um filme ruim com ele. Principalmente de terror. Antes mesmo do trailer eu já sabia que ia querer ver.

O filme é baseado no livro ‘The Rite’, de Matt Baglio. A história é quase clichê para esse estilo de filme. Mas eu posso realmente dizer que está na lista do meus top 5 do estilo. Extremamente bem feito e contado de forma não muito agressiva. Me deu vários calafrios. Sustos nem tantos. Mas o filme me prendeu o tempo todo, o que nem Emily Rose conseguiu o tempo todo. Emily Rose tem cenas chocantes, e não o filme inteiro. No ‘Ritual’ você fica com a atenção presa o tempo inteiro.

Érico Borgo fez uma crítica muito boa no Omelete, dizendo que sem exageros, o filme conseguiu fazer com que parecesse real.

Não esquecendo de dizer que a brasileira Alice Braga também está no filme.

Fica então a dica:

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Mary e Max

De 2009, do australiano Adam Eliot, ganhou alguns prêmios como ‘Melhor animação em 2009’ no Ottawa International Animation Festival e no Asia Pacific Screen, ‘Cristal’ no Grande Prémio de Melhor filme de animação no Festival de Animação de Annecy, na França e foi muito elogiado na categoria ‘Melhor filme Australiano’ no Australian Film Critics Association.
A técnica usada na animação é chamada de ‘Stop-Motion’ http://pt.wikipedia.org/wiki/Stop_motion.

Em uma entrevista a M/C Reviews http://reviews.media-culture.org.au/modules.php?name=News&file=article&sid=3239, Adam falou que o filme é inspirado em uma historia real, e não baseado em uma história real. Ele tem um ‘pen-friend’, mal traduzindo, uma ‘amigo-carta’, aonde se escrevem a mais 20 anos e não se conhecem pessoalmente ainda.

O filme conta a historia de Mary e Max, que se escrevem durante anos. Ela, uma menina de 8 anos que mora na Austrália, e ele um novaiorquino com 44 anos. Uma animação para adultos, logo aviso. Melancolia e amizade dominam a trama. O filme critica a falta de proximidade entre as pessoas, causando vários tipos de fobias. O clima pesado é quebrado com um pouco de humor. Predominam também detalhes, como o fato de que Mary vê tudo em tons marrons e Max vê tudo preto e branco, por isso as cenas de cada um mudam de cor adequando-se ao personagem.

Frase marcante do filme: ‘A vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro.’

Trailer: