Publicado em Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Quadrinhos, Sentindo e Escrevendo

Você não é, Você Está

Quem nunca viveu uma situação dessa, que atire a primeira pedra.

Insegurança, medo da solidão e principalmente falta de amor próprio. Mas amar a si mesmo é extremamente difícil. Requer uma autoavaliação minuciosa e aceitação dos defeitos.
Eu vou repetir: Aceitação dos defeitos.
Lembrando que  aceitar não é acreditar que aquilo aceito esta bom. Não! Aceitar é a primeira fase de uma modificação daquilo que não esta bom.
Como você vai mudar algo que acredita já estar 100% bom? Impossível.

Mas nunca confunda dois verbos importantíssimos: Ser e estar. Lembre-se sempre disso: Você não é, você está.

Queremos tanto ser bons, perfeitos, que a mente gera um bloqueio para o defeito. Não entrar em contato com ele (o defeito)  faz termos a sensação que não estamos tão ruins. É ai que gera-se o bloqueio mental para com o nosso maior pesadelo: nossos defetos.
Mas aceitar os defeitos não é acreditarmos que somos ruins. Aceitar nossos defeitos é tomar como ponto de partida a melhoria daquele adjetivo que nos faz termos vidas que não gostaríamos de ter, de tomar atitudes que nos arrependemos depois, de estar sempre atirando no próprio pé. E aquela sensação horrível de que poderíamos ter feito melhor, ter feito diferente, mas não fazemos.
A repetição do erro nada mais é do que a confirmação de que não aceitamos nossos defeitos, e paramos no tempo. Como se nada andasse para frente. E isso acontece porque ficamos dando ‘repeat’ em nossas atitudes. Só muda o cenário e os atores, mas o filme é o mesmo.

E eu vou repetir o que já disse antes em outros posts: “O tempo não muda nada. Continuar fazendo o que sempre se faz, esperando apenas que com o tempo as coisas mudem é ilusão. Fazer diferente é que muda as coisas. “