Publicado em Compartilhando, Diário, Escrevendo, Feminismo, Lendo e Compartilhando, Lendo e Escrevendo, Machismo, Pensando e Escrevendo, Poliamor, Sentindo e Escrevendo

Sobre Machismo e Relações Não Monogâmicas

Acabei de ler o texto Precisamos falar sobre machismo nas relações e ambientes não monogâmicos, e pqp… que texto maravilhoso!

Esse texto me fez lembrar do meu primeiro namoro não monogâmico, aonde eu achava que ele era o foda do foda do foda da desconstrução.
Eu não tinha nem metade do conhecimento que tenho hoje sobre feminismo, e por ignorância acabei colocando ele em um altar do rei da desconstrução.
Foi a outra namorada voltar de viagem que o rei ficou sem calças e a cueca suja veio a tona.

Eu fui massacrada por privilégios e não fazia ideia de como lidar com aquilo. Fui responsabilizada por mentiras e omissões (não queria te magoar e você não iria lidar bem com a verdade).

Meses depois do término, nos encontramos para tentar ter uma conversa e reatar uma amizade. Ele foi muito, muito, mas muito frio comigo. Foi um dos piores encontros da minha vida, aonde estava tete a tete com um cara que namorei, que tinha muita intimidade, mas que naquele momento toda a história que vivemos tivesse sido deletada.
Eu, muito magoada ainda, perguntei para ele de forma bem direta: como faço para superar essa merda toda?
Ele, super frio, disse: aceita que eu preferi ela.

Eu voltei para casa aos prantos naquele dia. E agora, escrevendo isso, depois de 10 meses do término, a vontade de chorar ainda existe.

Mas sou resiliente, e como a Pablo Vittar canta:

E quanto mais dor recebo
Mais percebo que eu sou
Indestrutível

Publicado em Escrevendo, Feminismo, Lendo e Escrevendo, Machismo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

MACHISMO É ENSINADO

Acabei de ler de uma mulher a afirmação que machismo está no gene dos homens.

CALMA AE QUE ISSO É MUITO SÉRIO!

Machismo é um formato de sociedade.

MACHISMO É ENSINADO.
Inclusive por nós mulheres que também reproduzimos E MUITO o machismo.

Uma das provas que tem porra nenhuma de genética é a tribo Mosuo, que é uma sociedade matriarcal.

Os homens tem seus enormes privilégios dentro do machismo, mas não significa que eles são os únicos a reproduzir o mesmo.
Quem também ensina o filhotinho de ser humano a ser machista é a mãe, a tia, a vó, a madrinha…

O machismo jamais teria tanta força como tem se nós mulheres não o reproduzíssemos também.

Eu não me recordo quem falou, mas que eu adorei a metáfora: Machismo é como um aquário. A água é o machismo e os peixes somos nós. Estamos todos imersos no machismo.

No meu Tinder eu coloquei: “Desconstruindo em mim o machismo naturalizado”.

Se nós mulheres não percebemos que também reproduzimos o machismo, se não ficarmos o tempo todo atentas a naturalização, vai ser impossível a desconstrução desse formato de sociedade.

Publicado em Diário, Escrevendo, Lendo e Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Vendo e Escrevendo

#DilmaNÃOmeRepresenta

Me irrita profundamente esse apoio direcionado a Dilma.
Muitas mulheres, inclusive, usam o feminismo com argumento para esse apoio.

Acho justo se indignar com os ataques misóginos da mídia para com ela. As capas de jornais e revistas cheias de gaslighting, os adesivos ofendendo a integridade física dela… Porra, justíssimo se indignar e lutar contra isso.
Mas olha só, colocar Dilma como santa no meio político é a mesma coisa que esquecer todas as merdas que Rachel Sheherazade falou (e fala) porque o Silvio Santos foi um machista escroto com ela na entrega do Troféu Imprensa.
O apoio feminista para com Rachel Sheherazade foi bem pontual:
“A sonoridade feminista tem ligação com machismo, e não com as merdas que você fala.”

Com a Dilma a sonoridade feminista tinha que ser dessa forma também.
Mas não foi porque a campanha feminista da Dilma foi direcionada para a elite cis branca hétero feminina.

No artigo “Não nos representam: o feminismo delas e o nosso” de Jéssica Antunes diz:

O fato de terem campanhas empresariais “feministas” de “mulheres podem ser engenheiras” mostrando algumas privilegiadas que conseguiram isso muda algo no fato de que a esmagadora maioria de mulheres segue sendo criada pra ser esposa e mãe? E somos a ampla maioria sem diploma ou emprego no mundo?

A resposta é não. Essas empresárias não representam um avanço do “conjunto das mulheres”, pelo contrário representam uma ínfima minoria de mulheres da elite e não a grande maioria.

…..

Por acaso sob o governo de Dilma Roussef as mulheres no geral se beneficiaram no país? ou apenas continuamos morrendo nos abortos clandestinos e nos trabalhos terceirizados que nunca cresceram tanto?

E aí vem a questão política aonde batem o pé dizendo que o PT é um partido socialista.
Sério? Sério? Sério?

Eu que sou uma completa ignorante no que se refere a economia, sei que apoiar Eike Batista dizendo que ele é nosso padrão, nossa expectativa e orgulho do Brasil, não é nem de longe um discurso socialista.

(clique aqui e veja o vídeo aonde Dilma expressa sua admiração ao Eike)

Então, aos apoiadores de Dilma, só peço uma singela coisa:

SEJEM MENAS.

Publicado em Diário, Escrevendo, Feminismo, Lendo e Escrevendo, Machismo, Pensando e Escrevendo

Naturalização da Pedofilia em Formato de Inocência

Está rolando várias matérias sensacionalistas falando que os fãs de Sandy estão chocados porque ela contou sobre assédios que sofreu aos 12 anos.

Mig, chocada estou eu com essa naturalização exacerbada da pedofilia e do assédio contra nós mulheres.

A cultura de pedofilia é tão naturalizada que mesmo depois dela casar ainda colocavam ela como menininha inocente que não transa.

A Sandy foi humilhada pela revista Playboy com a porra da manchete escrota de sexo anal. A entrevista foi em 2011 e Sandy casou em 2008. Três fucking anos de casada e ela ainda era colocada como menininha inocente.

Coloca no Google imagens: “Sandy KY”. Vai lá e vê com seus próprios olhos que inocente é você que acha que a Sandy tem blindagem contra assédio.

A garota era tão assediada que teve que criar uma redoma para se proteger disso desde sempre.

E vocês ficam admirados que ela sofreu assédio aos 12 anos?
Aaaa, por favor, né!

Publicado em Diário, Escrevendo, Feminismo, Lendo e Escrevendo, Machismo, Ouvindo e Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo, Vendo e Escrevendo

Essa Semana TA FODA

Essa semana teve:

– Estréia da série 13 Reasons Why
– Relato de Su Tonani sobre o assédio de José Mayer
– Apoio público de atores e diretos a Jose Mayer
– Machos mudando a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas”
– Lady Francisco contando que foi estuprada por um diretor da Globo
– Morte de Gilbert Baker, criador da bandeira arco-íris LGBT
– Bolsonaro sendo Bolsonaro em uma palestra no clube Hebraica com direito a aplausos
– Trump bombardeando a Síria

(e a semana ainda nem acabou)

Eu não sei você, mas eu não tô bem não.

Publicado em +18, Contos, Diário, Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Plot Twist da Saudade

 

A cama estava quente. Seu corpo nu era abraçado pela brisa do ventilador na velocidade máxima.
Calor.
Mentalmente imersa em um filme, ela sente a vibração do celular. Estica a cabeça para olhar a notificação que dizia “Cheguei.”.

Seu corpo parou de responder por alguns milésimos de segundo. Um plot twist emocional.
Ele não está mais aqui.

Demorou para pegar no celular e responder. Tocar no celular era tornar aquilo real. Ainda era só um sentimento.
O tempo que ela levou para pegar no celular foi equivalente ao tempo que o flashback dos dois passou por todo o seu corpo.

Lembrou da primeira vez que se viram e da espera um pouco angustiante na praia. Ficou mexendo no celular para fingir que estava de boa ali, mas na verdade ela estava insegura. Quando levantou o rosto ele já estava perto. Quando viu ele sorrindo seu corpo deu uma leve relaxada.

Lembrou de olhar para o braço dele cheio de tatuagem e sentir sua buceta dar uma leve contraída. Ela não queria mais estar ali na praia. Ela queria lamber ele todo.

Lembrou da cabeça dele entre suas pernas, chupando sua buceta como se fosse um sorvete no verão e 40º.

Lembrou dela de costas rebolando no pau dele e quase gozando.

Lembrou de como foi gostoso gozar na boca dele.

Lembrou do seu peito.
O peito.

Lembrou da sensação de deitar naquele peito.
Dois corpos nus na cama, uma cabeça no peito, um braço para o abraço, outro braço para o carinho e está feita a posição que chamaremos aqui de “posição da bolha da proteção”, aonde dentro dela nada de ruim poderia acontecer.
Pelo menos era como ela se sentia.

Lembrou do sorriso direcionado a ela. Era um tipo de sorriso que te faz repensar a tristeza.

Lembrou do olhar doce.
Era um pedaço de doce de leite em formato de olhar.

 
O celular vibra de novo e automaticamente o flashback acaba.

O pulmão voltar a ter ar, o sangue volta a circular e o coração volta a bater normalmente.
Ela pega o celular sem medo porque sabe que ali acabou de nascer…
– A saudade?
– Também. Mas ali foi germinado o amor.
– Mas eles ficaram juntos para sempre?
– Não.
– Que triste.
– Porque?
– Por que eles não estão juntos.
– Acho que você não entendeu a história. Vou começar de novo.

A cama estava quente…

Publicado em Escrevendo, Pensando e Escrevendo

Brasileiro e a Síndrome de Estocolmo Política

O brasileiro está vivendo uma síndrome de estocolmo política.

Daniel Duncan fez uma metáfora maravilhosa sobre o nosso cenário político:

“Tem uma criança, (ela representa o Brasil), que esta presa em um prédio pegando fogo. Ai vem o Superman (que representa Lula/Dilma) e resgata ela, leva ela para longe do prédio, coloca ela no chão e estupra ela.
Aí a criança fica nesse conflito: porra, o cara me salvou do incêndio… Mas caralho; ele me estuprou!”

O brasileiro faz com o Lula e ou Dilma o que faz com horóscopo: esquece o que deu deu errado e diz: “mas caralho, olha isso aqui, é muito eu.”.

¯\_(ツ)_/¯

Publicado em Diário, Escrevendo, Filmes, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo, Vendo e Escrevendo

La La Land é mais uma prova que pode-se contar mentiras falando verdades

ryan-gosling-emma-stone-la-la-land

De novo, mais uma vez, novamente o Jazz protagonizado por brancos.

Um dos movimentos musicais mais importantes para a discriminação racial nos Estados Unidos, e DE NOVO, os negros em segundo plano.

A prova que você pode falar mentiras contando verdades, é a cena aonde o personagem de Ryan Gosling fala que o Jazz nasceu em uma casa estilo Torre de Babel, aonde as pessoas não conseguiam se comunicar, e assim a música era a linguagem entre eles.
SÉRIO?!!!

Depois de assistir Drive e Só Deus Perdoa, ver  Ryan Gosling fazendo um personagem água com açúcar como esse, chega a doer nesse meu coraçãozinho cinéfilo.

Sobre o romance hetero, branco, tradicional normativo…
Bom, no começo era tanto cu doce dos dois com joguinhos de sedução do tipo  Eu-Finjo-Que-Não-Gosto-De-Você-Mas-Na-Verdade-Eu-Te-Quero-Muito, que achei que no final do filme eu iria ter que correr no médico para pedir exames de diabete.
Não sei vocês, mas eu não tenho mais paciência pra isso não.

La La Land é mais um enredo hetero, branco, tradicional normativo ganhando o Oscar.

Publicado em +18, Compartilhando, Diário, Escrevendo, Feminismo, Fica a dica, Lendo e Compartilhando, Lendo e Escrevendo, Machismo

Licença Poética Pornográfica

Precisamos falar de Pornô é o título  de um post maravilho de Gabriella Feola, no Papo de Homem.

Li o post e lembrei da minha história com a pornografia.

Eu, mulher-feminista-pansexual-não_monogâmica, consumo pornô desde os meus 19 anos. O meu olhar para com a industria pornográfica foi mudando nesses quase 17 anos.

A primeira vez que tive contato com o abuso de mulheres no pornô foi aos meus 20 anos, ao lado do meu namorado na época. A gente gostava muito de ver pornos juntos e alugávamos uns 2 ou 3 por fim de semana (era época de internet discada e de locadora VHS). Em um desses filmes alugados, teve uma cena de uma mulher que estava chorando enquanto o cara metia com força no cu dela. Só de lembrar agora da cena me dá nervoso. Aquilo foi muito impactante pra mim. Mas eu era muito jovem ainda e não tinha percepção crítica sobre isso. A minha única percepção naquela época era a empática: “não gosto de filme pornô com mulheres sofrendo.”. Era a única coisa que eu sabia.

Com o tempo o meu olhar e direcionamento para com a industria pornográfica foi mudando. Passei anos apenas assistindo e baixando Hentais. Passei a ter um pouco de repulsa por pornos “reais” (coloque bastante aspas nesse reais ae!).
Foi com Hentais que comecei a perceber como a industria de pornografia é muito, mas muito bizarra. Mas hoje sei que essa bizarrice é reflexo do machismo.
Para quem não sabe, Hentai são desenhos pornográficos.
Então, veja você, se a industria pornográfica “real” já é bizarra, em Hentai é o bizarro triplicado com licença poética por ser desenho.
Eu passava horas (horas mesmo) procurando um Hentai que me agradasse.
A industria de Hentai basicamente é pedofilia e incesto. Não. Tô. Zoando.

Hoje vejo bem menos pornô, e quando vejo, busco por cenas amadoras.
Não conhecia o Make Love Not Porn, mas já salvei aqui na barra de favoritos do Chrome. 😍

Esse tema tem que ser muito discutido ainda, mas estamos muito longe de encontrar algum equilíbrio.
Enquanto o machismo existir, o abuso sexual feminino será bukkakoso.

Publicado em Diário, Escrevendo, Feminismo, Lendo e Escrevendo, Machismo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Sobre o Feminismo Radical e a Transfobia

140129-Trans

Eu ando bem assustada e indignada com o radfem e a sua transfobia.

Pelo que estou lendo, para elas, mulher de verdade são só as cromossomáticas XX. Então, vamos tirar Ana Paula Arósio, Kim Novak e Nicole Kidman que são cromossomáticas XY.
Pois é, elas tem a chamada Síndrome de Morris.

E diante disso, a pergunta chave é: o que é ser homem e ser mulher?
Ao meu ver, ser homem e ser mulher é uma construção social.

É muito complicado e muito triste ver uma vertente do feminismo ser desagregadora. Em vez de criar laços e unir forças, querem medir poder.
Triste. Muito triste.

O feminismo perde parte da força porque tem que perder tempo ensinando as radfem, e como as emoções andam a flor da pele, a pedagogia é perdida e isso cria guerras internas. E enquanto isso, o verdadeiro inimigo, o patriarcado, continua mais forte do que nunca, porque parte de nós estão defendendo o patriarcado em formato de radfem.

A força do patriarcado está na naturalização do mesmo, e quando essa naturalização está dentro do movimento feminista, fica muito mais complicado desnaturalizar.

A gente tem que se unir.

Publicado em Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Poliamor, Sentindo e Escrevendo

Mistura Química de Conexões

tumblr_nqkq7t0Fh01slxsdwo4_1280

Eu percebo muito medo das pessoas se relacionarem.

Foi ensinado que se relacionar é ficar preso. Acho que é muito por isso também que as pessoas não conseguem assimilar muito bem relacionamentos não monogâmicos. Sentem que é como se fossem várias prisões ao mesmo tempo.
Mas eu vejo e sinto diferente.

Eu adoro me relacionar e não me sinto presa em nenhum deles, pelo contrario. Eu me sinto conectada a alguém.
Adoro sentir essa conexão passando por mim e voltando ao outro, e misturando toda essa energia e fazendo uma outra coisa.

Vejo relacionamento assim, uma mistura química de conexões.

Publicado em Diário, Escrevendo, Feminismo, Machismo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

A Falácia da Insegurança Feminina

tumblr_mradk0xiUS1sqqmhdo1_500

Durante minha vida toda acreditei em uma falácia: ser insegura faz parte da minha personalidade.

Não faz não!
Me fizeram insegura e isso afeta diretamente as minhas relações.

As mulheres são educadas para serem inseguras e os homens para serem seguros. Isso faz parte da naturalização machista. Mulheres são ensinadas que homens são cafajestes por natureza, e os homens são ensinados o mesmo, e assim, tem-se o aval para o serem. Enquanto o homem não pode expor e desenvolver suas emoções, mulheres são motivadas a se expor e desenvolver suas emoções. Enquanto as mulheres são ensinadas a fechar a perna, os homens são ensinados que enquanto não metem seus objetos fálicos em uma cavidade sexual feminina não são homens de verdade.

Perceber isso não me gerou qualquer tipo de alívio, muito pelo contrário. Pela primeira vez, saber que não sou a única não me gerou conforto, e sim medo, muito medo da perpetuação de algo que é maléfico para ambos os sexos.

Mulher, sua natureza não é insegura. Você foi ensinada a acreditar nisso, mas não é verdade!

Desconstrua o que não é seu!!!

Publicado em Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Quem Ama De Verdade Se Anula?

408810_2552956783495_124118494

Olha, não precisa se anular ou deixar de fazer coisas por causa de outra pessoa não, tá?!

A gente é ensinado que para se envolver é preciso fazer isso.
Mas não precisa não!

Pelo contrário.

Quando a gente ama alguém, as coisas ficam melhores e não piores.
A gente fica mais criativo.
A gente fica mais animado.
A gente fica mais empolgado.
A gente fica mais educado.

A parte de anulação é um erro social naturalizado. Afirmo até que muito provavelmente é responsabilidade do patriarcado, aonde ele impõe que a mulher tem que ser Amélia, e se o ama de verdade ela tem que se anular. Então, quem ama de verdade se anula.

Só que amor não é isso não!
Tem que desconstruir isso ae!

Amar é positivo e não negativo.

Publicado em Diário, Escrevendo, Feminismo, Machismo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Vamos Falar Sobre Machismo? Vamos Sim!

12670452_808724875894010_5796335667233568154_n

Quem me conhece sabe que odeio carnaval. Mas esse ano fiz uma (apenas uma) exceção, e fui para o Bloco Marcha Nerd.
O bloco é muito bom, devo confessar. Me agradou, já que o tema é muito compatível comigo. Me diverti bastante.
Mas, porém, entretanto, todavia… Os nerds podem ser muito legais sim (e são em sua maioria), mas eles também são machistas, na mesma intensidade que são legais (não são todos, deixando claro).

Duas meninas subiram em uma árvore para ver melhor a banda. Até aí normal. Mas na hora delas descerem é que os nerds machistas deram o ar da graça. Umas das meninas estava de saia e ao descer não teve como não aparecer a calcinha, e os nerds começaram a gritar loucamente. Cheguei a escutar “Elas estavam pedindo por isso quando subiram ali.”.
NÃO! NÃO PEDIRAM NÃO!

E sabe como eu sei disso? Pela cara de constrangimento dela.

Sabe vergonha alheia? Então, senti.

A gente não pode se calar não.
Tem que gritar sim!
Tem que fazer textão, sim!
Tem que jogar na cara da sociedade, sim!

Publicado em Diário, Escrevendo, Filmes, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo, Vendo e Escrevendo

Peanuts O Filme

35779

A ansiedade acabou e se transformou em nostalgia.

Eu fui ver Peanuts com receito de não superar minhas expectativas (que estava bem alta, diga-se de passagem). Mas ele fez muito mais que superar minhas expectativas.

Roteiro foi feito em família. Filho e neto de Charles M. Schulz se uniram para nos presentar com uma gostosíssima história da turma.

Temos dois públicos indo ver o filme. Publico um, que já conhecia Snoopy e toda turma (esse público foi pela nostalgia). Público dois, que não conhecia quase nada de Charlie Brown e sua vizinhança.
Eu faço parte do público um e levei um amigo que faz parte do público dois para assistir comigo. Ele soltou várias gargalhadas durante todo o decorrer da animação, e na conversa pós filme, percebi que essa obra de  Schulz é realmente atemporal. Ele chegou a me contar uma lembrança da sua própria infância pelo qual o filme o remeteu. Isso é a magia de Peanuts.

Para o público um, prepare-se para nostalgiar livremente. Você será remetido ao buraco de minhoca mental, e terá sensações positivamentes incríveis. Vai lembrar como os personagens são hilários e agradáveis. Vai se recordar do motivo que você se identificava com um deles e vai rir disso.

O enredo não tem muito o que falar. Charlie Brown se apaixona pela menina nova da turma e a história gira em torno disso. Mas o enredo de Peanuts sempre foi a simplicidade do cotidiano. Charles M. Schulz fazia filosofia no anfêmero, e era ali que sua genialidade morava.

Peanuts O Filme faz jus a obra de seu autor e nos abraça com força.

Publicado em Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

1ª Pessoa Do Singular Do Pretérito Futurístico

WmDev_635859899251088626 1

Me perco e me encontro na beirada da vida insana.
Me envolvi comigo mesma e me despedi daquilo que não mais me pertencia.
Mas posso a qualquer momento me vestir de mim mesma do passado, como uma fantasia. Ou misturar o que sou hoje com o que já fui, e me reinventar nessa miscelânea de pretéritos futurísticos.
Cabe a mim, e só a mim, decidir o que fica e o que vai.

Publicado em Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Pronto, falei!, Reflexão Do Dia, Sentindo e Escrevendo

Dar Limite ≠ Abuso Infantil

image_9

Existe diferença entre dar limite e abuso infantil.

Para saber a diferença não é muito difícil.
Faça a pergunta: Eu estou pensando na educação desse ser humano, ou é puramente emocional?

Se você dá esporro nessa criança porque está cansado, sem paciência e ou irritado, você está abusando dessa criança.

Sem mais.

Publicado em +18, Diário, Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Coça, coça

kamasutra_in_theory_ii_by_aasimarsdfgsdgg

Coça, coça
Traz pão
Coça, coça
Me Beija
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Escuta essa música aqui
Coça, coça
Beija pescoço
Coça, coça
Tesão
Coça, coça
Pau duro
Coça, coça
Boquete
Coça, coça
Me chupa
Coça, coça
69
Coça, coça
De quatro
Coça, coça
Papai mamãe
Coça, coça
Sorriso Orgasmático
Coça, coça
Flor de Lotus
Coça, coça
Gemidos Altos
Coça, coça
Gozo
Coça, coça
Carinho
Coça, coça
Me beija
Coça, coça
Traz pão

(Foi um dos poemas mais gostosos de fazer.
Fiz rindo.)

Publicado em Diário, Escrevendo, Lendo e Escrevendo, Pensando e Escrevendo, Sentindo e Escrevendo

Feio

Na timeline do meu facebook apareceu essa postagem. Notem, foram quase 5 mil curtidas.

12312220_1163514143676334_1409443549_n

Então, vamos falar do que é feio?

Feio é usar o feminismo como proteção para o preconceito.
Feio é ter recheio moralista tradicional com cobertura de modernismo.
Feio é o julgamento sexista.

Quanto mais vejo postagens feministas libertadoras de preconceitos moralistas, mais vejo postagens machistas puritanas.